{"id":895,"date":"2024-01-02T15:21:49","date_gmt":"2024-01-02T18:21:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ead.ifrn.edu.br\/culturapotiguar\/?page_id=895"},"modified":"2026-04-25T17:14:41","modified_gmt":"2026-04-25T20:14:41","slug":"periodo-de-formacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/periodo-de-formacao\/","title":{"rendered":"Per\u00edodo de Forma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-1-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-1-1-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-933\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-1-1-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-1-1-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-1-1-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-1-1-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-1-1.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>&#8220;Rio Grande do Norte<br>Capital Natal<br>em cada esquina um poeta <br>em cada beco um jornal.&#8221;<br><br>(Ad\u00e1gio de autoria desconhecida)<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sauda\u00e7\u00f5es, leitores e leitoras!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Esse espa\u00e7o virtual foi pensado para reunir as vozes femininas da Literatura Potiguar. Para isso, utilizamos um crit\u00e9rio mais amplo: catalogar as autoras nascidas ou n\u00e3o no Rio Grande do Norte, que contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o e o crescimento da literatura do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Avisamos de antem\u00e3o que o Portal est\u00e1 <em><strong>em constru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>, haja vista que nossa equipe de pesquisa continua resgatando os nomes silenciados, catalogando-os juntamente com os das autoras j\u00e1 reconhecidas. Como todo grupo de pesquisa, dependemos dos editais de fomento para colocarmos em pr\u00e1tica o nosso lema: nenhuma a menos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>PER\u00cdODO DE FORMA\u00c7\u00c3O<\/strong> corresponde aquele cujas vozes trabalharam a no\u00e7\u00e3o de &#8220;terra natal&#8221; ainda de forma intuitiva. Nosso ponto de partida, que chamamos de <strong>marco zero<\/strong>, \u00e9 o per\u00edodo mais \u00e1rido, tendo em vista que os registros sobre o per\u00edodo s\u00e3o escassos. Nossa <strong>data de refer\u00eancia <\/strong>\u00e9 o ano de<strong> 1830<\/strong>, quando a primeira escritora potiguar colaborou com os jornais da \u00e9poca, N\u00edsia Floresta Brasileira Augusta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontramos refer\u00eancias feitas por C\u00e2mara Cascudo a respeito de poss\u00edveis modinheiras, nossas primeiras trovadoras. Contudo muitas s\u00e3o mencionadas, carecendo de registro escritos das suas composi\u00e7\u00f5es. Nessa \u00e9poca, a produ\u00e7\u00e3o oral \u00e9 a que reverbera na cultura potiguar, j\u00e1 que as mulheres e os pobres n\u00e3o tinham acesso \u00e0 escolariza\u00e7\u00e3o, de forma que, nossas primeiras manifesta\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias foram produzidas por mulheres cujas fam\u00edlias faziam parte da elite da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, recuando um pouco at\u00e9 o primeiro s\u00e9culo ap\u00f3s a chegada dos portugueses no RN, a Capitania do Rio Grande do Norte esteve em m\u00e3os francesas, foi saqueada e invadida pelos holandeses que a ocuparam por duas d\u00e9cadas, sempre sob amea\u00e7a de conflito de uma &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o&#8221; constru\u00edda a ferro e a fogo, repleta de conflitos entre os povos origin\u00e1rios e os portugueses. A subordina\u00e7\u00e3o a Pernambuco at\u00e9 1817 contribuiu para o isolamento da regi\u00e3o em todos os aspectos. De forma que, somente ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da Lei Estadual n. 145, de 06 de agosto de 1900, de autoria do escritor Henrique Castriciano, a qual prev\u00ea a edi\u00e7\u00e3o de livros considerados \u00fateis \u00e0 cultura do estado, \u00e9 que come\u00e7a o marco jur\u00eddico para tornar poss\u00edvel a valoriza\u00e7\u00e3o dos escritores potiguares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esperamos fazer desse espa\u00e7o um memorial que trar\u00e1 partes de nossa identidade, servindo de refer\u00eancia para pesquisadores, estudantes e curiosos sobre a nossa cultura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1551\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>N\u00edsia Floresta Brasileira Augusta <\/strong>\u00e9 o pseud\u00f4nimo de Dion\u00edsia Gon\u00e7alves Pinto, nascida em Papari\/RN, atual N\u00edsia Floresta, no dia 12 de outubro de 1810. Educadora, revolucionou a educa\u00e7\u00e3o brasileira ao pensar em escolas mistas e com o curr\u00edculo equiparado para todas as pessoas, situa\u00e7\u00e3o que a tornou alvo de cr\u00edticas pelos conservadores da \u00e9poca. Escritora pertencente ao Per\u00edodo Liter\u00e1rio de Forma\u00e7\u00e3o, movimento pioneiro, visto que, nessa \u00e9poca, a literatura manifestava, de maneira intuitiva, a no\u00e7\u00e3o de terra natal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de ser um destaque na educa\u00e7\u00e3o, foi escritora, traduzindo livremente a obra <em>Woman not inferior to man<\/em>, de Mary Wortley Montagu, para o portugu\u00eas como <em>Direitos das mulheres e injusti\u00e7a dos homens<\/em>, publicado em 1832, que colaborou para a mudan\u00e7a da mentalidade das mulheres brasileiras, impulsionando-as na luta pelos direitos civis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por escolher esse t\u00edtulo para a tradu\u00e7\u00e3o brasileira e mesmo tendo afirmado que seu texto era uma tradu\u00e7\u00e3o livre do&nbsp;<em>Vindication<\/em>&nbsp;de Mary Wollstonecraft, a publica\u00e7\u00e3o brasileira, na verdade, era uma tradu\u00e7\u00e3o do livro de Sophie, pseud\u00f4nimo de Mary Wortley Montagu (1689-1762), que escreveu&nbsp;<em>Woman not inferior to man<\/em>, em 1739. Independentemente da verdadeira autoria do livro traduzido e publicado no Brasil, \u00e9 certo que as publica\u00e7\u00f5es de N\u00edsia Floresta contribu\u00edram para que o nome de Mary Wollstonecraft fosse identificado com a defesa dos direitos das mulheres em pleno s\u00e9culo XIX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abra\u00e7ou em sua escrita a luta indigenista e abolicionista. Em 1849, N\u00edsia Floresta publicou uma poesia sobre a Revolu\u00e7\u00e3o Praieira, <em>A l\u00e1grima de um Caet\u00e9<\/em> e, com isso, abriu uma nova p\u00e1gina no movimento rom\u00e2ntico brasileiro. Os cr\u00edticos privilegiaram a vis\u00e3o pol\u00edtica, n\u00e3o dando tamanha import\u00e2ncia para um aspecto destacado no poema: a espolia\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas pelo colonizador, raz\u00e3o pela qual coloca-se a escritora ao lado de autores rom\u00e2nticos que buscaram retratar em suas p\u00e1trias seus her\u00f3is nacionais. Assim, ela realiza ao inverso o caminho dos \u201cdescobridores\u201d, desloca o ind\u00edgena daquela vis\u00e3o exportada pelo colonizador e o apresenta no lugar (ut\u00f3pico) de protagonismo monumental na literatura, j\u00e1 que, no contexto real, podia-se ver um grande problema sobre a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas que se arrasta at\u00e9 hoje. No conjunto de suas obras a respeito da escravid\u00e3o, denunciou o cativeiro. Em <em>P\u00e1ginas de Uma Vida Obscura<\/em> (1855), sua milit\u00e2ncia abolicionista foi registrada. Nesse mesmo ano, ela trabalhou por seis meses, voluntariamente, junto \u00e0s v\u00edtimas de febre amarela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Faleceu em 24 de abril de 1885, em Bonsecours, interior da Fran\u00e7a, v\u00edtima de uma forte pneumonia. Em 1954, teve seus restos mortais transladados para um mausol\u00e9u constru\u00eddo no s\u00edtio Floresta, em N\u00edsia Floresta, local onde nasceu. A cidade Papari fora renomeada em homenagem \u00e0 escritora, em 1948. Em sua literatura, publicou diversos artigos em revistas, nos quais discorriam sobre a condi\u00e7\u00e3o feminina em v\u00e1rias culturas, al\u00e9m de publicar o livro\u201cConselhos \u00e0 minha filha\u201d, no qual aconselha sua filha, na \u00e9poca com doze anos, sobre a sociedade e o papel da mulher dentro dela, denunciando as dificuldades e o sofrimento sentido pelas mulheres do per\u00edodo. A quest\u00e3o feminista foi amplamente trabalhada em sua obra, pioneira do feminismo potiguar, al\u00e9m de defensora da educa\u00e7\u00e3o feminina, inaugurou o Col\u00e9gio Augusto para meninas, cujo nome homenageia seu falecido companheiro Manuel Augusto de Faria Rocha, morto em 1833. Al\u00e9m de feminista tamb\u00e9m era abolicionista, poetisa, romancista e cronista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83c\udfc6<strong><em>Pr\u00eamios e T\u00edtulos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patrona da Cadeira N.\u00ba 17 da Academia de Letras do Rio Grande do Sul (ALRS).<br>Patrona da Cadeira N.\u00ba 02&nbsp;da Academia Macaibense de Letras (AML).<br>Patrona da Cadeira N.\u00ba 02 da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (ANRL).<br>Patrona da Cadeira N.\u00ba 30 do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte (IHGRN).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE N\u00cdSIA FLORESTA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FLORESTA, N. <strong>A l\u00e1grima de um caet\u00e9.<\/strong> Rio de Janeiro: Typographia de L. A. F. Menezes, 1849.<br>______. <strong>Conseils a ma fille. <\/strong>Traduit de l\u2019Italien par B.D.B. Florence: Le Monnier, 1859.&nbsp;<br>______. <strong>Conselhos \u00e0 minha filha.<\/strong> Rio de Janeiro: Typographia de J. S. Cabral, 1842.<br>______. <strong>Consigli a mia figlia. <\/strong>Firenze: StamperiaSulle Logge del Grano, 1858.<br>______. <strong>Daciz ou a jovem completa: <\/strong>historieta oferecida a suas educandas. Rio de Janeiro: Typographia de F. Paula Brito, 1847.<br>______. <strong>Dedica\u00e7\u00e3o de uma amiga. <\/strong>(Romance hist\u00f3rico). Niter\u00f3i: Typographia Fluminense de Lopes &amp; Cia, 1850. Vol. 2.<br>______. <strong>Direitos das mulheres e injusti\u00e7a dos homens. <\/strong>Recife: Typographia Fidedigma, 1832.<br>______. <strong>Discurso que \u00e0s suas educandas dirigiu N\u00edsia Floresta <\/strong>(18 de dezembro de 1847). Rio de Janeiro: Typographia Imparcial de F. Paula Brito, 1847.<br>______. <strong>Fany ou o modelo das donzelas. <\/strong>Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio Augusto, 1847.<br>______. <strong>Fragments d\u2019un ouvrage in\u00e9dit: <\/strong>notes biographiques. Paris: A. Ch\u00e9ri\u00e9 Editeur, 1878.<br>______. <strong>Itineraire d\u2019un voyage en Allemagne. <\/strong>Paris: Firmin Diderot Fr\u00e8res et Cie, 1857. ______. Le Br\u00e9sil. Paris: Libraire Andr\u00e9 Sagnier, 1871.<br>______. <strong>Le lagrime d\u2019un caet\u00e9.<\/strong> (Trad. Ettore Marcucci) Firenze: Le Monnier, 1860.<br>______. <strong>O pranto filial.<\/strong> (cr\u00f4nica) jornal O Brasil Ilustrado, Rio de Janeiro, 31 mar. 1856. p. 141-2.<br>______. <strong>Op\u00fasculo humanit\u00e1rio.<\/strong> Rio de Janeiro: Typographia de M. A. Silva Lima, 1853. <br>______. <strong>P\u00e1ginas de uma vida obscura; Um passeio ao Aqueduto da Carioca; O pranto filial. <\/strong>Rio de Janeiro: Typographia N. Lobo Vianna, 1854.<br>______. P\u00e1ginas de uma vida obscura. (cr\u00f4nica) In: <strong>Jornal O Brasil Ilustrado<\/strong>, Rio de Janeiro, jan.-jun. 1855.<br>______. <strong>Parsis. <\/strong>Paris: [s. n.], 1867.<br>______. Passeio ao Aqueduto da Carioca. (cr\u00f4nica) In: <strong>Jornal O Brasil Ilustrado<\/strong>, Rio de Janeiro, 15 jul. 1855. p. 68-70.<br>______. <strong>Scintille d\u2019un\u2019anima brasiliana. <\/strong>Firenze: Tipografia Barbera, Bianchi &amp; C. 1859.<br>______. <strong>Trois ans en Italie, suivis d\u2019un voyage en Gr\u00e8ce. <\/strong>Paris: Libraire E. Dentu, 1864. v. 1.<br>______. <strong>Trois ans en Italie, suivis d\u2019un voyage en Gr\u00e8ce. <\/strong>Paris: E. Dentu Libraire\u00c9diteur et Jeffes, Libraire A. Londres, 1872. v. 2.<br>______. Um improviso, na manh\u00e3 de 1. do corrente, ao distinto literato e grande poeta Ant\u00f3nio Feliciano de Castilho. (poema) In:<strong> Jornal O Brasil Ilustrado<\/strong>, Rio de Janeiro, 30 abr. 1855. p.157.<br>______. <strong>Woman. <\/strong>Londres: G. Parker, 1865.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE N\u00cdSIA FLORESTA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTodavia, apesar deste e outros documentos oficiais, apesar do quanto se tem dito a respeito dos obst\u00e1culos que retardam os progressos do nosso ensino p\u00fablico, muitas pessoas recreiam-se aplaudindo a admir\u00e1vel rapidez com que marcha a civiliza\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s. [&#8230;] Quando o mesmo governo confessa, \u00e0 vista de provas aut\u00eanticas, ser por toda parte do Brasil pouco lisonjeiro o quadro que apresenta o estado da instru\u00e7\u00e3o p\u00fablica, devemos n\u00f3s regozijar-nos da marcha progressiva de nossa civiliza\u00e7\u00e3o? Cometer\u00edamos um grande ato de injusti\u00e7a se, como aqueles seus apologistas, deslumbrados da perspectiva fosforicamentebrilhante das reuni\u00f5es de nossas capitais \u2013 entre as quais tanto sobressaem as desta Corte, foco da civiliza\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 esquec\u00eassemos as nossas meninas do interior das prov\u00edncias, condenadas ainda \u00e0 sorte de suas m\u00e3es sob o regime colonial.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho da obra <em>Direitos das mulheres e injusti\u00e7a dos homens<\/em>, no qual a autora cr\u00edtica as escolas e o ensino, utilizando dados oficiais do ano de 1852, destacando a situa\u00e7\u00e3o relativas \u00e0s meninas.&nbsp;(Floresta: 1989, pp. 84-85).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES SOBRE N\u00cdSIA FLORESTA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALVES, Const\u00e2ncio. N\u00edsia Floresta Brasileira Augusta. RIBEIRO, Jo\u00e3o (Org.) <strong>Almanaque Brasileiro Garnier. <\/strong>Rio de Janeiro, Anno IX, 1911.<br>C\u00c2MARA, Adauto. <strong>Hist\u00f3ria de N\u00edsia Floresta. <\/strong>Rio de Janeiro: Irm\u00e3os Pongetti, 1941. <br>CASCUDO, Lu\u00eds da C\u00e2mara. O s\u00edtio Floresta. Acta diurna. In: INSTITUTO HIST\u00d3RICO E GEOGR\u00c1FICO DO RIO GRANDE DO NORTE. <strong>O livro das velhas figuras. <\/strong>Natal: IHGRN, 1978.<br>CASTRICIANO, Henrique. N\u00edsia Floresta. In: RIBEIRO, Jo\u00e3o (Org.)<strong> Almanaque Brasileiro Garnier.<\/strong><em> <\/em>Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 1930.<br>CASTRICIANO, Henrique. <strong>Uma figura liter\u00e1ria do Nordeste: <\/strong>livro de Nordeste. (Edi\u00e7\u00e3o fac-similada. Introd Mauro Mota. Pref. Gilberto Freyre) Recife: Arquivo P\u00fablico Estadual\/ Secretaria da Justi\u00e7a, 1979.<br>CUST\u00d3DIO, Tereza. N\u00edsia Floresta, quem foi?<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. <strong>N\u00edsia Floresta:<\/strong><em> <\/em>vida e obra. Natal: Ed. UFRN, 1995.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. N\u00edsia Floresta Brasileira Augusta: estudo de vida e obra. In: GOTLIB, N\u00e1dia B. (org.) <strong>A Mulher na Literatura.<\/strong><em> <\/em>vol. II. Belo Horizonte: Imprensa da UFMG, 1990. p. 113-7.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. Nos prim\u00f3rdios do feminismo brasileiro: direitos das mulheres e injusti\u00e7a dos homens. In: GOTLIB, N\u00e1dia B. (org.) <strong>A mulher na literatura.<\/strong> vol. III. Belo Horizonte: Imprensa da UFMG, 1990. p. 38-41.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. N\u00edsia Floresta: entre o mito e o estigma. In: SOUZA, Eneida Maria; PINTO, J\u00falio C\u00e9sar Machado (orgs.). <strong>Anais do I e II Simp\u00f3sios de Literatura Comparada. <\/strong>Vol. II. Belo Horizonte: Imprensa da UFMG, 1990.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. N\u00edsia Floresta: entre os direitos e os deveres das mulheres. In: VIANNA, L\u00facia Helena (org.). <strong>Anais do IV Semin\u00e1rio Nacional Mulher e Literatura. <\/strong>Niter\u00f3i: UFF\/RJ, 1992.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. Le mythe de la maternit\u00e9 en France auXIXe si\u00e8cle: lecture de La Femme, de N\u00edsia Floresta. In: MATTOSO, K. Q.; SANTOS, I. M. F.; ROLLAND, D. (coords.). <strong>Les femmes dans la ville: <\/strong>un dialogue franco-br\u00e9silien. Paris: Centre d\u2019\u00c9tudes sur le Br\u00e9sil, Presses de l\u2019Universit\u00e9 de Paris-Sorbonne, 1997.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. N\u00edsia Floresta Brasileira Augusta. In: MUZART, Zahid\u00e9 L. (org.). <strong>Escritoras brasileiras do s\u00e9culo XIX. <\/strong>Antologia. vol. I. Florian\u00f3polis: Mulheres\/ Santa Cruz do Sul: Edunisc, 1999.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. N\u00edsia Floresta e Mary Wollstonecraft: di\u00e1logo e apropria\u00e7\u00e3o. In: RAMALHO, Christina (org.). <strong>Literatura e feminismo: <\/strong>propostas te\u00f3ricas e reflex\u00f5es cr\u00edticas. Rio de Janeiro: Elo, 1999.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. <strong>N\u00edsia Floresta: <\/strong>a primeira feminista do Brasil. Florian\u00f3polis: Mulheres, 2005.<br>LIMA, Oliveira. N\u00edsia Floresta. In: <strong>Revista do Brasil, <\/strong>Rio de Janeiro, dez. 1919.<br>LINS, Ivan. <strong>N\u00edsia Floresta: <\/strong>hist\u00f3ria do positivismo no Brasil. S\u00e3o Paulo: Companhia Editora Nacional, 1964.<br>MARTINS, Wilson. <strong>Hist\u00f3ria da intelig\u00eancia brasileira.<\/strong> Vol. II (1794-1855). S\u00e3o Paulo: Cultrix\/Edusp, 1977-1978. p. 263, 306, 307, 375, 399, 407, 431, 431, 461, 500, 506.<br>MARTINS, Wilson. <strong>Hist\u00f3ria da intelig\u00eancia brasileira.<\/strong> Vol. III (1855-1877). S\u00e3o Paulo: Cultrix\/ Edusp, 1977. p. 94, 126, 204, 344, 416, 417.<br>MELO, Ver\u00edssimo.<strong> N\u00edsia Floresta: <\/strong>patronos e acad\u00eamicos. Vol.1. Rio de Janeiro: Pongetti, 1972. <br>OSORIO, Fernando. <strong>Mulheres farroupilhas.<\/strong> Porto Alegre: Globo,1935.<br>PAIVA, Kalina Alessandra Rodrigues de. N\u00edsia Floresta: o canto do Papary. In: CASTRO, Jos\u00e9 (Org.) <strong>Biografias liter\u00e1rias. <\/strong>Natal: UBE\/RN, OffSet, 2021. p. 261-266.<br>SABINO, Ignez. <strong>Mulheres illustres do Brazil. <\/strong>(pref. Arthur Orlando) Rio de Janeiro\/ Paris: H. Garnier, 1899. p. 171-77.<br>SEIDL, Roberto. <strong>N\u00edsia Floresta: 1810-1885. <\/strong>A vida e a obra de uma grande educadora, precursora do abolicionismo, da Rep\u00fablica e da emancipa\u00e7\u00e3o da mulher no Brasil. Rio de Janeiro: [s. n.], 1938.&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1555\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-1-1.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Auta Henriqueta Rodrigues de Souza, poeta potiguar negra, utilizou o pseud\u00f4nimo: Il\u00e1rio das Neves. Contudo ficou conhecida como <strong>Auta de Souza<\/strong>. Escritora pertencente ao Per\u00edodo Liter\u00e1rio de Forma\u00e7\u00e3o, movimento pioneiro, visto que, nessa \u00e9poca, a literatura manifestava, de maneira intuitiva, a no\u00e7\u00e3o de terra natal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nasceu em Maca\u00edba, em 12 de setembro de 1876. Seus pais morreram quando ela era crian\u00e7a e Auta foi criada pelos av\u00f3s maternos em Recife. Aos 12 anos, uma nova trag\u00e9dia marcou sua vida: seu irm\u00e3o mais novo morreu queimado em uma explos\u00e3o, provocada acidentalmente por um candeeiro. Educada em col\u00e9gio cat\u00f3lico, rapidamente aprendeu Franc\u00eas, Literatura, Ingl\u00eas, M\u00fasica e Desenho. Em raz\u00e3o do diagn\u00f3stico de tuberculose, aos 14 anos, teve que deixar o col\u00e9gio, mas continuou sua forma\u00e7\u00e3o intelectual sozinha, tornando-se autodidata. A doen\u00e7a, que j\u00e1 havia atingido seus familiares, n\u00e3o impediu que ela come\u00e7asse a escrever e a declamar, h\u00e1bito muito comum em reuni\u00f5es sociais na \u00e9poca. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1894, ela come\u00e7aria a escrever para a revista O\u00e1sis, de circula\u00e7\u00e3o restrita, pois era ve\u00edculo do gr\u00eamio liter\u00e1rio Le Monde Marche. Come\u00e7ou a escrever versos e a public\u00e1-los em jornais do estado do RN, uma vez que este era o meio em que circulavam as produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias. Assim, em 1896, publicou alguns poemas no jornal <em>A Rep\u00fablica<\/em>. Em 1897, colaborou com o jornal <em>A Tribuna<\/em>, reunindo textos de 1893 a 1897, sob o t\u00edtulo de <em>Dhalias<\/em>. No ano seguinte, escreveu no jornal <em>Oito de Setembro<\/em> e na <em>Revista do Rio Grande do Norte<\/em>. Ainda em 1987, mudou o t\u00edtulo da sua produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica para <em>Horto<\/em>, seu futuro livro de poesia, publicado ainda em vida. Em 1911, foi fundado pelo seu irm\u00e3o Henrique Castriciano o Grupo Escolar Auta de Souza, em Maca\u00edba.&nbsp;&nbsp;Faleceu em 07 de fevereiro de 1901, de turbeculose. Foi enterrada no cemit\u00e9rio do Alecrim, por\u00e9m, em 1908, teve seus restos mortais transladados para o jazigo da fam\u00edlia na igreja Matriz de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, em Maca\u00edba.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre uma publica\u00e7\u00e3o e outro, por volta de 1895, conheceu Jo\u00e3o Leopoldo da Silva Loureiro, promotor p\u00fablico de sua cidade natal, com quem namorou durante um ano e de quem foi obrigada a se separar pelos irm\u00e3os, preocupados com seu estado de sa\u00fade. Pouco depois da separa\u00e7\u00e3o, ele tamb\u00e9m morreria v\u00edtima da tuberculose. Esta frustra\u00e7\u00e3o amorosa se tornaria o quinto fator marcante de sua obra, junto \u00e0 religiosidade, \u00e0 orfandade, \u00e0 morte tr\u00e1gica de seu irm\u00e3o e \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Auta \u00e9 uma poetisa muito conhecida pelos praticantes do Espiritismo, certamente pelo conte\u00fado m\u00edstico atado \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Ela inovou ao escrever profissionalmente numa sociedade em que este exerc\u00edcio era reservado exclusivamente aos homens. Seus versos retrataram suas experi\u00eancias e ficaram bastante conhecidos ao serem inclu\u00eddos em v\u00e1rias antologias e manuais de poesia das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Em 14 de novembro de 1936, a Academia Norte-rio-grandense de Letras instalou a cadeira 20, dedicada a poeta macaibense em reconhecimento \u00e0 sua poesia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83c\udfc6<strong><em>Pr\u00eamios e T\u00edtulos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patrona da Cadeira N.\u00ba 35 da Academia de Letras e Artes de Araguari (ALAA).<br>Patrona da Cadeira N.\u00ba 17&nbsp;da Academia de Letras e Artes Parnamirinense (ALEARP).<br>Patrona da Cadeira N.\u00ba 05&nbsp;da Academia Macaibense de Letras (AML).<br>Patrona da Cadeira N.\u00ba 20 da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (ANRL).<br>Patrona da Cadeira N.\u00ba 51 do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte (IHGRN).<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE AUTA DE SOUZA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUZA, Auta de. <em>Horto.<\/em> Natal: Tipografia A Rep\u00fablica, 1900.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE AUTA DE SOUZA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Ao P\u00e9 do T\u00famulo<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                      <em> Aos meus<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9s o descanso eterno, o doce abrigo<br>Das almas tristes e despeda\u00e7adas;<br>Eis o repouso, enfim; e o sono amigo<br>J\u00e1 vem cerrar-me as p\u00e1lpebras cansadas.<br><br>Amarguras da terra! Eu me desligo<br>Para sempre de v\u00f3s&#8230; Almas amadas<br>Que solu\u00e7as por mim, eu vos bendigo<br>\u00d3 almas de minh\u00b4alma aben\u00e7oadas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando eu daqui me for, anjos da guarda,<br>Quando vier a morte que n\u00e3o tarda<br>Roubar-me a vida para nunca mais&#8230;<br><br>Em pranto escrevam sobre a minha lousa:&nbsp;<br>\u201cLonge da m\u00e1goa, enfim, no C\u00e9u repousa<br>Quem sofreu muito e quem amou demais.\u201d<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES SOBRE AUTA DE SOUZA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALVES, Henrique L. Auta de Souza \u2013 poesia em tempo de ternura. In: <strong>Revista do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte.<\/strong> Natal (RN), vols. LXX-LXXII, anos 1979-1980.<br>ARA\u00daJO, Tha\u00eds. Auta de Souza &#8211; Poetisa. In: <strong>Her\u00f3is de Todo Mundo: <\/strong>a cor da cultura. Dire\u00e7\u00e3o de Luiz Antonio Pillar. Rio de Janeiro: Globo Filmes\/Futura, 2014. 92min. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/canaisglobo.globo.com\/assistir\/futura\/herois-de-todo-mundo\/v\/11497288\/&gt; Acesso em: 15 de agosto de 2024.<br>ARA\u00daJO, Wellington Medeiros de. Auta de Souza: uma leitura al\u00e9m Horto. In: DUARTE, Const\u00e2ncia Lima. (Org.) <strong>Mulher e Literatura no Rio Grande do Norte<\/strong>. Natal: CCHLA\/ NEPAM\/ UFRN, 1994.<br>CARVALHO, Jandira. Auta de Sousa. In: GALENO, Henriqueta. <strong>Mulheres do Brasil.<\/strong> Fortaleza: Casa Juvenal Galeno, 1971.<br>CASCUDO, Lu\u00eds da C\u00e2mara. <strong>Vida Breve de Auta de Souza. <\/strong>Natal: EDUFRN, 2008. <br>CRUZ, Diniz Ferreira da. <strong>Auta de Souza.<\/strong> S\u00e3o Vicente (SP): Dan\u00fabio, 1991.<br>COELHO, Nelly Novaes. <strong>Dicion\u00e1rio cr\u00edtico de escritoras brasileiras (1711-2001).<\/strong> S\u00e3o Paulo: Escrituras, 2002.<br>FIGUEIREDO, Jackson de. <strong>Auta de Souza.<\/strong> Cole\u00e7\u00e3o Eduardo Prado, s\u00e9rie C. Rio de Janeiro: Centro Dom Vital\/Tip. do Annu\u00e1rio do Brasil, 1924.<br>GALV\u00c3O, Cl\u00e1udio Augusto Pinto. <strong>O cancioneiro de Auta de Souza.<\/strong>Natal: EDUFRN, 2001.<br>GOMES, Ana Laudelina Ferreira. <strong>Auta de Souza: <\/strong>a noiva do verso. Natal: EDUFRN, 2013.<br>________. Vida e obra da poeta potiguar Auta de Souza [1876-1901] In: FUNDA\u00c7\u00c3O JOAQUIM NABUCO. <strong>Observa Nordeste.<\/strong> Natal: FUNDAJ, 2003.<br>GOMES, Ana Laudelina Ferreira. <strong>Auta de Souza: <\/strong>representa\u00e7\u00f5es culturais e imagina\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. Tese de Doutorado. Programa de Estudos P\u00f3s-graduados em Ci\u00eancias Sociais. Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o Paulo, 2000.<br>GOMES, Ana Laudelina Ferreira. Ensaio Po\u00e9tico: Auta de Souza. Uma poeta de m\u00faltiplas marcas culturais. In: <strong>Revista da FARN<\/strong>. v.6, n.1\/2, p.161-181. Natal, jan.\/dez. 2007.<br>J\u00daNIOR, Jos\u00e9 Soares de Veras. <strong>Academia Norte-rio-grandense de Letras Ontem, Hoje e Sempre: <\/strong>70 anos. Rumo \u00e0 luz. Vol. I Natal: Academia Norte-rio-grandense de Letras, 2006.<br>LE\u00c3O, Nalba Lima de Sousa. <strong>A Obra Po\u00e9tica de Auta de Souza.<\/strong> Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. Florian\u00f3polis: Universidade Federal de Santa Catarina, 1986.<br>LOBO, Luiza. <strong>Guia de escritoras da literatura brasileira. <\/strong>Rio de Janeiro: EDURJ, 2000. <br>MAC\u00caDO, Diva Cunha Pereira de. Signos Cruzados: Vida e Poesia de Auta de Souza. In: DUARTE, Const\u00e2ncia Lima (Org.) <strong>Mulher e Literatura no Rio Grande do Norte<\/strong>. Natal: CCHLA\/ NEPAM\/ UFRN, 1994.<br>MUZART, Zahid\u00e9. Entre quadrinhas e santinhos: a poesia de Auta de Souza. In: <strong>Revista Travessia<\/strong>, Florian\u00f3polis, UFSC, n. 23, segundo semestre, 1991.<br>ONOFRE JUNIOR, Manoel. <strong>Salvados.<\/strong> 2\u00aa ed. Natal: Sebo Vermelho, 2000.<br>SILVA, Silvan Pess\u00f4a e. <strong>Auta de Souza e Maca\u00edba. <\/strong>Natal: J.L. Publicidade e Comunica\u00e7\u00e3o, 1976.<br>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, \u00c9rico Vital (Orgs). <strong>Dicion\u00e1rio de Mulheres do Brasil: <\/strong>de 1500 at\u00e9 a atualidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-2-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1558\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-2-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-2-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-2-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-2-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NUPELLM-CAPA-2.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poetisa, dramaturga, educadora e historiadora, <strong>Isabel Gondim<\/strong> pertencente ao Per\u00edodo Liter\u00e1rio de Forma\u00e7\u00e3o, movimento pioneiro, visto que, nessa \u00e9poca, a literatura manifestava, de maneira intuitiva, a no\u00e7\u00e3o de terra natal.&nbsp;Isabel Urbana Carneiro de Albuquerque Gondim nasceu em Papari, atual N\u00edsia Floresta, em 05 de julho de 1839. Dedicou sua vida \u00e0 literatura, \u00e0s pesquisas, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o feminina e ao ensino. Foi a primeira mulher a se tornar s\u00f3cia efetiva do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte e do Instituto Arqueol\u00f3gico Pernambucano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa educadora n\u00edsia-florestense era uma mulher letrada oriunda de uma fam\u00edlia que havia se envolvido em diferentes cap\u00edtulos da hist\u00f3ria nacional, como a sedi\u00e7\u00e3o de 1817 e a Guerra do Paraguai. Afilhada de Andr\u00e9 de Albuquerque, o qual participou do governo revolucion\u00e1rio na capitania do Rio Grande do Norte, em 1817, Isabel Gondim experienciou um evento traum\u00e1tico: o falecimento de seus dois irm\u00e3os em viagem para os campos de batalha no Paraguai, fato que contribuiu para que investigasse a hist\u00f3ria p\u00e1tria bem de perto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patrona da Cadeira 8 da Academia Norte-rio-grandense de Letras, publicou livros did\u00e1ticos direcionados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da mulher, como por exemplo, <em>Reflex\u00f5es \u00e0s Minhas Alunas<\/em> (1874), destinado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o da mulher. Escreveu em 1900, com segunda edi\u00e7\u00e3o em 1913, o livro ufanista <em>O Brasil &#8211; poema hist\u00f3rico do pa\u00eds<\/em>. Um texto em tr\u00eas cantos sobre a hist\u00f3ria do Brasil, um canto que vai do Descobrimento \u00e0 Independ\u00eancia, outro que vai da Independ\u00eancia at\u00e9 a Guerra do Paraguai e outro que vai at\u00e9 a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Em 1908 publicou<em>Sedi\u00e7\u00e3o de 1817 na Capitania ora Estado do Rio Grande do Norte<\/em>, em que narrava os acontecimentos do movimento de 1817 e a vida de Andr\u00e9 de Albuquerque Maranh\u00e3o. Al\u00e9m desses, publicou o livro de poemas <em>A Lira Singela<\/em> cujos escritos foram dedicados \u00e0 Natal, \u00e0 sua fam\u00edlia, \u00e0 p\u00e1tria, \u00e0 mulher e, por fim, de cunho confessional como um autorretrato; e <em>O Preceptor<\/em> (1933). Deixou in\u00e9ditos ainda: <em>O Rio Grande do Norte<\/em>, <em>No\u00e7\u00f5es Hist\u00f3ricas<\/em>, <em>Resumo da Hist\u00f3ria do Brasil<\/em>, <em>Elementos de Educa\u00e7\u00e3o<\/em> e <em>Curso Prim\u00e1rio de Caligrafia<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Escola Estadual Isabel Gondim, localizada no bairro das Rocas, em Natal, homenageia seu nome. Juntamente com sua conterr\u00e2nea N\u00edsia Floresta, Isabel Gondim \u00e9 uma das pioneiras da intelectualidade no Rio Grande do Norte. Faleceu em 10 de junho de 1933, em Natal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83c\udfc6<strong><em>Pr\u00eamios e T\u00edtulos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patrona da Cadeira N.<strong>\u00ba<\/strong> 08 da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (ANRL)<br>Patrona da Cadeira N.<strong>\u00ba<\/strong> 33 do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte (IHGRN)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES DE ISABEL GONDIM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GONDIM, Isabel. <strong>A Lyra singela. <\/strong>Rio de Janeiro: Imperial Duco, 1933.<br>_______. <strong>O Brasil:<\/strong> poema hist\u00f3rico do pa\u00eds. 2. ed. Rio de Janeiro: Papelaria Americana, 1913.<br>_______. <strong>O preceptor.<\/strong> Recife: Imprensa Industrial, 1923.<br>_______. <strong>O Sacrif\u00edcio do Amor. <\/strong>Drama em cinco atos. Rio de Janeiro: Tipografia e Litografia Comercial, 1909.<br>_______. <strong>Reflex\u00f5es \u00e0s minhas alunas. <\/strong>2. ed. Rio de Janeiro: Tipografia Popular de C. Vasconcelos, 1879.<br>_______. <strong>Sedi\u00e7\u00e3o de 1817 na Capitania ora Estado do Rio Grande do Norte. <\/strong>Drama. Natal: Tipografia da Gazeta do Com\u00e9rcio, 1908.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE ISABEL GONDIM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">-Eis que surge um novo inimigo audaz! <br>De nobre est\u00edmulo o decoro assume, <br>E \u00e1s armas corre- do guerreiro ardor <br>Tepidas ainda\u2013 em repouso apenas, <br>Dellas provando o marcial valor.<br>(&#8230;)<br>Todo o paiz repercutira o brado!<br>De Sul a Norte impulsionado vae!<br>O\u2019 Brazileiros em defesa \u00e1 patria- <br>A guerra! A guerra contra o Paraguay!<br>(&#8230;)<br>Legi\u00f5es de bravos se avolumam, crescem <br>De todo o imp\u00e9rio a despovoar terrenos;<br>Grandes provincias exuberam em tropas!<br>A minha, embora exigua n\u00e3o deu menos. <br><br>Honrando a origem em brazileo s\u00f3lo, <br>No brio e den\u00f4do oh! ningu\u00e9m o vence! <br>Umpasso em frente na vanguarda ensaia! <br>Marcha \u00e1 defesa o norte rio grandense.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trechos do poema <em>O Brasil: poema hist\u00f3rico do pa\u00eds<\/em>. (1913)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES SOBRE ISABEL GONDIM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">COELHO, Nelly Novaes. <strong>Dicion\u00e1rio cr\u00edtico de escritoras brasileiras. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Escrituras Editora, 2002.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima (org.). DUARTE, Const\u00e2ncia Lima (org.). MACEDO, Dica Cunha Pe- reira (org.). <strong>Literatura do Rio Grande do Norte: <\/strong>antologia. 2. ed. Natal: Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Augusto, 2001.<br>MACEDO, Diva Cunha Pereira (org.). <strong>Escritoras do Rio Grande do Norte: <\/strong>antologia. Natal: Jovens Escribas, 2013.<br>MORAIS, Maria Arisnete C\u00e2mara de. <strong>Isabel Gondim: <\/strong>uma nobre figura de mulher. Natal: Terceirize, 2003.<br>SILVA, Jos\u00e9 Guilherme Oliveira da. <strong>A Guerra do Paraguai e o ensino de hist\u00f3ria: <\/strong>os volunt\u00e1rios da p\u00e1tria a partir de peri\u00f3dicos e do poema &#8220;O Brazil&#8221; de Isabel Gondim. 2023. 20f. TCC (Licenciatura em Hist\u00f3ria), Departamento de Hist\u00f3ria, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2024.<br>SOARES, Lenin Campos. <strong>Isabel Gondim, a historiadora. <\/strong>2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.nataldasantigas.com.br\/blog\/isabel-gondim-historiadora. Acesso em: 01 junho de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Rio Grande do NorteCapital Natalem cada esquina um poeta em cada beco um jornal.&#8221; (Ad\u00e1gio de autoria desconhecida) Sauda\u00e7\u00f5es, leitores e leitoras! Esse espa\u00e7o virtual foi pensado para reunir as vozes femininas da Literatura Potiguar. 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