{"id":897,"date":"2024-01-02T15:22:15","date_gmt":"2024-01-02T18:22:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ead.ifrn.edu.br\/culturapotiguar\/?page_id=897"},"modified":"2026-04-25T17:15:11","modified_gmt":"2026-04-25T20:15:11","slug":"periodo-de-transicao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/periodo-de-transicao\/","title":{"rendered":"Per\u00edodo de Transi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-2-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-2-1-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-936\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-2-1-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-2-1-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-2-1-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-2-1-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-2-1.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste segundo momento, na etapa de <strong>TRANSI\u00c7\u00c3O<\/strong>, a Literatura do Rio Grande do Norte deixa de ser intuitiva para trabalhar a ideia de terra natal consolidada, com inquieta\u00e7\u00f5es de ordem est\u00e9tica. Tanto h\u00e1 um cuidado em acompanhar a movimenta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria nacional quanto em resgatar e se inspirar no estilo dos escritores que antecederam no c\u00e2none liter\u00e1rio. Esse per\u00edodo corresponde \u00e0s tr\u00eas primeiras d\u00e9cadas de 1900, influenciado pelo romantismo tardio com \u00eanfase na emo\u00e7\u00e3o, no sentimento nativista; pelo simbolismo; pelas propostas futuristas e das vanguardas europeias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No referido per\u00edodo, foi criado o primeiro jornal feminino, Via-L\u00e1ctea (1914-1915), sob a responsabilidade de Palmyra e Carolina Wanderley.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ADELLE-DE-OLIVEIRA-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1830\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ADELLE-DE-OLIVEIRA-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ADELLE-DE-OLIVEIRA-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ADELLE-DE-OLIVEIRA-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ADELLE-DE-OLIVEIRA-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ADELLE-DE-OLIVEIRA.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Adelle de Oliveira<\/strong> \u00e9 Adelle Sobral de Oliveira, nascida em Villar, nas proximidades de Cear\u00e1-Mirim, em 22 de maio de 1884, vindo a falecer em 15 de agosto de 1969 na cidade em que nasceu. Filha de Jo\u00e3o Henrique de Oliveira e Anna Sobral de Oliveira, teve duas irm\u00e3s: Maria Anita e Mari\u00ea. Ainda crian\u00e7a, foi com a fam\u00edlia para Bel\u00e9m do Par\u00e1, onde estudou as primeiras s\u00e9ries, regressando ao RN j\u00e1 mo\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Notadamente, t\u00edmida e pouco afeita \u00e0 vida social, n\u00e3o gostando de ser fotografada. Lecionou nas escolas de Cear\u00e1-Mirim durante muitos anos, sendo uma refer\u00eancia para muitos dos seus alunos, conforme destaca o escritor e acad\u00eamico Jo\u00e3o Wilson Mende Melo que teve o cuidado de recolher parte de sua obra, cedendo aos pesquisadores interessados na po\u00e9tica de Adelle.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A bordo<\/em> foi o seu primeiro poema, escrito aos 15 anos, quando regressava de Bel\u00e9m para Natal, em 1899, inpirado na morte do pai, ocorrida durante a viagem. Seus poemas seguem o lirismo parnasiano e foram produzidos sob os pseud\u00f4nimos: Elleda, Delia, Gaud, Delia Maltez, O. M., A. O., D. M., Grimaneze              d\u00b4Oliveira, Adelaide Christina de Oliveira, sendo este \u00faltimo o adotado durante a pol\u00eamica que manteve de 1904 a 1905 com Cyro Tavares, em Jornais de Natal, rebatendo o machismo do poeta paraibano. De 1905 a 1910, participou do peri\u00f3dico manuscrito <strong>O Sonho<\/strong>, de grande sucesso entre a juventude de Cear\u00e1-Mirim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1935, por expressar inconformismo com a pol\u00edtica do interventor M\u00e1rio C\u00e2mara, Governador do Estado, foi presa, permanecendo no pres\u00eddio quase um dia inteiro, sendo libertada ap\u00f3s interfer\u00eancia direta do prefeito e usineiro Lu\u00eds Lopes Varela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por preferir uma vida mais reclusa no Rio Grande do Norte, n\u00e3o publicou livros e nem concedia entrevistas, embora, na cidade de Bel\u00e9m\/PA, fosse bastante conhecida, uma vez que manteve correspond\u00eancias com escritores belenenses. Apenas em 2002, seus poemas foram reunidos por um sobrinho, Ciro Jos\u00e9 Tavares, e publicado no volume intitulado \u00c1lbum de versos antigos. Em 2009, foi tema de uma tese de doutorado da professora Edna Maria Rangel de S\u00e1 Gomes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE ADELLE DE OLIVEIRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OLIVEIRA, Adelle de. <strong>\u00c1lbum de versos antigos.<\/strong> Org. Ciro Jos\u00e9 Tavares. Natal: Lidador Editora, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE ADELLE DE OLIVEIRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ontem, minha alma fatalmente presa<br>Nas algemas do t\u00e9dio,<br>N\u00e3o buscava sequer para a tristeza<br>O mais leve rem\u00e9dio&#8221;<br>(Excerto do poema <em>Atrav\u00e9s de uma m\u00e1scara<\/em> In: <em>\u00c1lbum de versos antigos<\/em>, 2022)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O SOBRE ADELLE DE OLIVEIRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DUARTE, Const\u00e2ncia Lima; MAC\u00caDO, Diva Maria Cunha Pereira de. Adelle de Oliveira. In: DUARTE, Const\u00e2ncia Lima; MAC\u00caDO, Diva Maria Cunha Pereira de. <strong>Escritoras do Rio Grande do Norte: <\/strong>antologia. 2. Ed. Natal-RN: Jovens Escribas, 2013, p. 120-130.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GOMES, Edna Maria Rangel de S\u00e1. <strong>Adelle de Oliveira:<\/strong> trajet\u00f3ria de vida e pr\u00e1tica pedag\u00f3gica. (2009) Tese (Doutorado em Educa\u00e7\u00e3o). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.ufrn.br\/items\/8c5efbc9-c9c9-4fd4-a9ba-77a4d2d6820e\">https:\/\/repositorio.ufrn.br\/items\/8c5efbc9-c9c9-4fd4-a9ba-77a4d2d6820e<\/a> Acesso em: 03 Dez. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SARAIVA, Gumercindo. Adelle de Oliveira, feminista quase in\u00e9dita. In: <strong>Jornal Tribuna do Norte<\/strong>, Natal, 13 de mar\u00e7o de 1983. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/gibsonmachadocm.blogspot.com\/2010\/02\/adele-de-oliveira.html\">https:\/\/gibsonmachadocm.blogspot.com\/2010\/02\/adele-de-oliveira.html<\/a>. Acesso em: 12 nov. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-4-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1562\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-4-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-4-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-4-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-4-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-4.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Etelvina Antunes<\/strong> \u00e9 Etelvina Antunes de&nbsp; Lemos, filha do Coronel Jos\u00e9 Antunes de Oliveira e de Joana Antunes de Oliveira. Nasceu em 17 de maio de 1885, no engenho Oitero em C\u00e9ara-Mirim. Irm\u00e3 de dois escritores representativos da literatura potiguar, Juvenal Antunes e Madalena Antunes. Colaborou, em Natal e Recife, com revistas e jornais. Em Cear\u00e1-Mirim, com o pseud\u00f4nimo de Hort\u00eancia Flores, colaborou com os jornais <em>O sonho<\/em> e <em>A esperan\u00e7a<\/em>. Aos 8 anos, tornou-se aluna interna do Col\u00e9gio S\u00e3o Jos\u00e9, em Recife, onde estudou por cinco anos, mesma escola em que sua irm\u00e3, Madalena Antunes, teve forma\u00e7\u00e3o. Ao regressar para o Rio Grande do Norte, dominava a l\u00edngua francesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ex\u00edmia sonetista, reuniu versos em um volume intitulado <em>Violetas<\/em>, em preparo desde 1897, com poemas majoritariamente escritos entre 1904 e 1950, que ficou in\u00e9dito em virtude de o marido, o Promotor P\u00fablico Vicente de Lemos Filho, n\u00e3o concordar com as atividades liter\u00e1rias de esposa. Mesmo depois do falecimento do marido, em 1958, Etelvina Antunes manteve o livro engavetado, falecendo no dia 06 de janeiro de 1963, em Natal, aos 78 anos de idade, sem public\u00e1-lo. A primeira edi\u00e7\u00e3o do seu livro s\u00f3 foi publicada em 2016 pelo Selo Cultural Azymuth, fruto do trabalho de Wandyr Villar, autor do pref\u00e1cio e propriet\u00e1rio. Violetas esperou <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Lira de Poti<\/em>, o autor Ant\u00f4nio Soares dedicou o poema A PIANISTA a Etelvina Lemos. A poeta, por sua vez, retribuiu a gentileza, homenageando o amigo e concunhado com um poema intitulado VENTANIAS. Isso porque a poeta cearamirinense foi multi-instrumentista: tocava violino, bandolim, cavaquinho, viol\u00e3o e piano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2011, a escritora L\u00facia Helena Pereira, sobrinha-neta da poeta, tomou a iniciativa de criar a Academia Cearamirinense de Letras e Artes, escolhendo o nome de Etelvina Antunes como Patronesse da Cadeira de n\u00famero 17; o de Juvenal Antunes para a Cadeira 03; o de Madalena Antunes para a Cadeira 04.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE ETELVINA ANTUNES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ANTUNES, Etelvina. <strong>Violetas.<\/strong> Natal\/RN: Selo Cultural Azymuth, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE ETELVINA ANTUNES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No oiteiro<\/strong><br>(A casinha onde eu nasci)<br><br>Eu amo a solid\u00e3o desta casinha branca.<br>T\u00e3o branca e t\u00e3o alegre ao p\u00e9 do coqueiral.<br>Onde as aves gentis em chilreada franca<br>Parecem celebrar eterno festival.<br><br>No rumor da cidade a alma se nos tranca<br>Aos sonhos do Porvir, \u00e0s cren\u00e7as do Ideal.<br>Dos outros o sofrer o pranto nos arranca,<br>Tememos o pungir de alguma dor igual.<br><br>No sil\u00eancio do campo a vida se desliza,<br>Ouvindo no arvoredo os p\u00e1ssaros cantando.<br>E a paz da natureza o pranto nos estanca.<br><br>Parece uma car\u00edcia o ciciar da brisa.<br>E assim alegremente a vida vai passando&#8230;<br>Na doce solid\u00e3o desta casinha branca.<br><br>(1904)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES SOBRE ETELVINA ANTUNES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DUARTE, Const\u00e2ncia Lima; MAC\u00caDO, Diva Maria Cunha Pereira de. <strong>Escritoras do Rio Grande do Norte.<\/strong> Natal\/RN: Jovens Escribas, 2013, p. 139-148.<br>SOARES, Ant\u00f4nio. <strong>Dicion\u00e1rio Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte. <\/strong>Vol. I. Natal\/RN: Imprensa Oficial, 1930, p. 106-107. Dispon\u00edvel em: https:\/\/pt.scribd.com\/document\/542869921\/Dicionario-Historico-e-Geografico-Do-RN-Volume-I Acesso em: 02 de agosto de 2024.<br>WANDERLEY, Ezequiel. <strong>Poetas do Rio Grande do Norte. <\/strong>Recife\/PE: Imprensa Industrial do Recife, 1922.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-2-2-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1647\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-2-2-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-2-2-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-2-2-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-2-2-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-2-2.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maria Magdalena Antunes Pereira (1880\u20131959), mais conhecida como<strong> Madalena Antunes<\/strong>, nasceu em 25 de maio de 1880, no Engenho Oiteiro, em Cear\u00e1-Mirim uma cidade do interior do Rio Grande do Norte. Filha do coronel Jos\u00e9 Antunes de Oliveira e Joana Soares de Oliveira, pertenceu \u00e0 aristocracia rural da regi\u00e3o, marcada pela produ\u00e7\u00e3o a\u00e7ucareira. Seu nome tornou-se emblem\u00e1tico na literatura potiguar, especialmente ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de sua obra \u00fanica:<em> Oiteiro: Mem\u00f3rias de uma Sinh\u00e1-Mo\u00e7a<\/em> (1958).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde jovem, a romancista demonstrou interesse pela escrita, colaborando com cr\u00f4nicas e poemas em jornais locais como <em>A Esperan\u00e7a<\/em> e <em>O Sonho<\/em>, utilizando os pseud\u00f4nimos Cor\u00e1lia Floresta e Hort\u00eancia. Em 1891, aos 11 anos, foi enviada para o Col\u00e9gio S\u00e3o Jos\u00e9, em Recife, onde permaneceu at\u00e9 os 16 anos. Essa experi\u00eancia foi retratada em seu romance, publicado em 1958, aos 78 anos, e considerado o primeiro livro de mem\u00f3rias escrito por uma mulher no Rio Grande do Norte .   <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de ter publicado apenas essa obra, a autora contribuiu significativamente para a literatura potiguar, escrevendo para a Revista Ninho das Letras e mantendo contato com intelectuais como Lu\u00eds da C\u00e2mara Cascudo e Palmira Wanderley. Ela tamb\u00e9m organizava saraus e ch\u00e1s liter\u00e1rios, promovendo a cultura local . <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Madalena Antunes faleceu em 11 de junho de 1959, em Natal. Sua obra permanece um importante testemunho da nossa sociedade nordestina do final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX, oferecendo uma perspectiva \u00fanica sobre a vida no interior do Rio Grande do Norte, durante o per\u00edodo da monarquia. Seu livro \u00e9 um marco na literatura brasileira, destacando-se como uma das primeiras obras memorial\u00edsticas femininas da regi\u00e3o.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em reconhecimento \u00e0 sua contribui\u00e7\u00e3o cultural, a Escola Municipal Madalena Antunes e o Mulherio das Letras Madalena Antunes, em Cear\u00e1-Mirim, levam o seu nome, perpetuando seu legado liter\u00e1rio e educacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83c\udfc6<strong><em>Pr\u00eamios e T\u00edtulos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patrona da Cadeira  N.\u00ba 08 da Academia Feminina de Letras do Rio Grande do Norte (AFLRN).<br>Patrona da Cadeira N.<strong>\u00ba<\/strong> 53 do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte (IHGRN).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES DE MADALENA ANTUNES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ANTUNES, Madalena. <strong>Oiteiro: <\/strong>Mem\u00f3rias de uma Sinh\u00e1 Mo\u00e7a. (1958) 2. ed. Natal: A. S. Editores, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE MADALENA ANTUNES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Recordas-me o Oiteiro e ele a minha inf\u00e2ncia, fonte perene na qual cada um procura, vez por outra, nos momentos de des\u00e2nimo, aquela paz benfazeja que a crian\u00e7a desperdi\u00e7a, o homem ambiciona e os velhos recordam. . .<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atra\u00eda-me o culto \u00e0s flores. Adorando-as, sentia-me feliz. Ungia-me de vibra\u00e7\u00f5es estranhas, extasiando-me diante do belo. Era a promessa da puberdade intelectual e humana.&#8221;<br><br>(Trecho de <em>Oiteiro: Mem\u00f3rias de uma Sinh\u00e1 mo\u00e7a<\/em>, de Madalena Antunes).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES SOBRE MADALENA ANTUNES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">JORGE, Franklin. Oiteiro: um livro fundador. In:&nbsp;<strong>Revista Blecaute<\/strong>, Ano 4, N\u00ba11. Campina Grande (PB): Maio de 2012, p. 17.<br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima; CUNHA, Diva (Org). Madalena Antunes. In: <strong>Cat\u00e1logo de Escritoras Brasileiras. <\/strong>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima; CUNHA, Diva (Org). Santa Catarina: UFSC, s\/d.<br>NASCIMENTO, Gercleide Gomes da S. F. <strong>A constru\u00e7\u00e3o autobiogr\u00e1fica e memorial\u00edstica em Oiteiro:<\/strong> mem\u00f3rias de uma Sinh\u00e1-mo\u00e7a. Orientador: Marcelo da Silva Amorim. 2005. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. (P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos da Linguagem) &#8211; Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2005.<br>PEREIRA, L\u00facia Helena. <strong>A Sinh\u00e1-mo\u00e7a do Oiteiro. <\/strong>Natal(RN): Uni\u00e3o Brasileira de Escritores &#8211; RN<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-5-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1563\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-5-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-5-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-5-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-5-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-5.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Palmyra Wanderley<\/strong> \u00e9 Palmyra Guimar\u00e3es Wanderley, nascida em Natal, Rio Grande do Norte, no dia 6 de agosto de 1894. Filha de Celestino Carlos Wanderley e de Anna Guimar\u00e3es Wanderley, era irm\u00e3 do poeta Jaime dos Guimar\u00e3es Wanderley, fam\u00edlia que constitui uma vertente art\u00edstico-cultural de vasta tradi\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Norte. Estudou no Col\u00e9gio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, dirigido pelas Irm\u00e3s Dorot\u00e9ias, cuja rigidez nas normas de conduta, mormente naquele per\u00edodo hist\u00f3rico extremamente moralista e castrador, impediram-na o acesso a algumas leituras consideradas impr\u00f3prias na educa\u00e7\u00e3o das mo\u00e7as. Contudo seu pr\u00f3prio esp\u00edrito transcendeu o molde educacional engessado e dogmatizado pela educa\u00e7\u00e3o religiosa.<br><br>Escreveu cr\u00f4nicas e versos para jornais de ef\u00eamera dura\u00e7\u00e3o, colaborando com o jornal <em>A Rep\u00fablica<\/em>. Fundou a <em>Revista Via-L\u00e1ctea<\/em> (1914), exclusivamente escrito por senhoritas. Publicou seu primeiro livro, <em>Esmeraldas<\/em>, em 1918, bem recebido pela cr\u00edtica. Com <em>Roseira Brava <\/em>(1929), obteve Men\u00e7\u00e3o Honrosa da Academia Brasileira de Letras.<br><br>Al\u00e9m de poesias, Palmira escreveu pe\u00e7as para o teatro &#8211; <em>A Festa das Cores<\/em> e <em>Sonho de Uma menina Sem Medo<\/em> &#8211; e novelas radiof\u00f4nicas, todas ainda n\u00e3o publicadas. A t\u00edtulo de exemplo, h\u00e1 outras produ\u00e7\u00f5es suas que continuam \u00e0 espera de publica\u00e7\u00e3o: Neblina na vidra\u00e7a, Espelho partido, Vidro de muitas cores, \u00c1lbum de fam\u00edlia, Rosas M\u00edsticas. Tamb\u00e9m proferiu palestras &#8211; <em>Discursos e Confer\u00eancias<\/em> e <em>Sutilezas Femininas<\/em> &#8211; e continuou sempre colaborando em jornais da cidade. Colaborou com v\u00e1rios jornais e revistas: A Rep\u00fablica; A Imprensa; Uni\u00e3o (Rio de Janeiro); Revista Femina e Revista Moderna (S\u00e3o Paulo); Paladino do Lar (Bahia); Estrella (Cear\u00e1), entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi uma das fundadoras da Academia Norte-rio-grandense de Letras (1936), ocupando a Cadeira n.\u00ba 20, que homenageia Auta de Souza. Expressava seu amor por Natal cantando, em versos policr\u00f4micos, suas praias, dunas, rio, bairros, ruas e tipos humanos. Faleceu em Natal, a 19 de novembro de 1978.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83c\udfc6<strong><em>Pr\u00eamios e T\u00edtulos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patrona da Cadeira N.\u00ba 10\u00a0da Academia de Letras e Artes Parnamirinense (ALEARP).<br>Patrona da Cadeira N.\u00ba 08 da Academia Feminina de Letras do Rio Grande do Norte (AFLRN).<br>Patrona da Cadeira N.<strong>\u00ba<\/strong> 77 do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte (IHGRN).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE PALMYRA WANDERLEY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WANDERLEY, Palmyra. <strong>Esmeraldas.<\/strong> Natal\/RN: Tipografia Comercial, 1918.<br>WANDERLEY, Palmyra. <strong>Roseira Brava. <\/strong>(1929) Natal\/RN: DEI RN, 2023.<br>WANDERLEY, Palmyra. <strong>Roseira Brava e outros versos.<\/strong> 2. ed. Natal\/RN: Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Augusto, 1965.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE PALMYRA WANDERLEY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pitangueira<\/strong><br><br>Termina agosto. A pitangueira flora,<br>A umbela verde cobre-se de alvura.<br>E, antes que de setembro finde a aurora, <br>Enrubesce a pitanga, est\u00e1 madura.<br><br>Da flor, o fruto \u00e9 de esmeralda agora.<br>Num top\u00e1zio depois se transfigura,<br>E, pouco a pouco, um sol de estio o cora,<br>Dando a cor dos rubis \u00e0 carnadura.<br> <br>A pele \u00e9 fina. A carne veludosa, <br>Vermelha como sangue, perfumosa,<br>Como se humana a sua carne fosse.<br><br>Do fruto, \u00e0s vezes roxo como o espargo,<br>A polpa tem um travo doce amargo,<br>O sabor da saudade amargo e doce<br><br><em>(In: Roseira Brava, 2023)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O SOBRE PALMYRA WANDERLEY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARA\u00daJO, Humberto Hermenegildo; PALHANO, Jo\u00e3o Maria de Paiva. <strong>Palmyra Wanderley: <\/strong>entre trinta bot\u00f5es de uma roseira brava. Natal\/RN: EDUFRN, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARVALHO, Isabel Cristine Machado de. <strong>Palmyra Wanderley e a educa\u00e7\u00e3o da mulher no cen\u00e1rio Norte-rio-grandense <\/strong>(1914 -1920). 2005. 156 f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Educa\u00e7\u00e3o) &#8211; Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2005. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/repositorio.ufrn.br\/handle\/123456789\/14259?mode=full.&gt; Acesso em: 15 nov. 2024.<br><br>CHAVES, Maria Joseane. Palmyra Wanderley na revista Via-L\u00e1ctea de 1914-1915: escrita e poesia na educa\u00e7\u00e3o da mulher potiguar. In: MACHADO, Maria Izabel. (Org) <strong>A sociologia e as quest\u00f5es interpostas ao desenvolvimento humano<\/strong>. Vol. 2. Paran\u00e1: Editora Atena, 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/atenaeditora.com.br\/catalogo\/post\/palmyra-wanderley-na-revista-via-lactea-de-1914-1915-escrita-e-poesia-na-educacao-da-mulher-potiguar.&gt; Acesso em: 15 nov. 2024.<br><br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima; CUNHA, Diva. (Org.) <strong>Via-L\u00e1ctea: <\/strong>De Palmyra e Carolina Wanderley. Natal, 1914 &#8211; 1915.&nbsp;Natal\/RN: Editora Sebo Vermelho, 2003.<br><br>EUST\u00c1QUIO, Daniella Lago Alves Batista de Oliveira. <strong>Palmyra Wanderley, a Cigarra dos Tr\u00f3picos: <\/strong>imagin\u00e1rios culturais e mapa on\u00edrico em \u201cRoseira Brava\u201d (1965). 2015. 182f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Ci\u00eancias Sociais) &#8211; Centro de Ci\u00eancias Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2015. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/repositorio.ufrn.br\/handle\/123456789\/20454.&gt; Acesso em: 15 nov. 2024.<br><br>SILVEIRA, Mar\u00edlia Gon\u00e7alves Borges. A cidade Natal entre os espinhos de uma roseira brava. <strong>Imburana: <\/strong>Revista do N\u00facleo C\u00e2mara Cascudo de Estudos Norte-Rio-Grandenses,&nbsp;<em>[S. l.]<\/em>, v. 6, n. 12, p. 24\u201344, 2016. Dispon\u00edvel em: https:\/\/periodicos.ufrn.br\/imburana\/article\/view\/10039. Acesso em: 15 nov. 2024.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SANTA-GUERRA-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1823\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SANTA-GUERRA-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SANTA-GUERRA-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SANTA-GUERRA-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SANTA-GUERRA-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SANTA-GUERRA.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Santa Guerra<\/strong> \u00e9 Caetana de Brito Guerra, nascida em 07 de mar\u00e7o de 1903, em Brejo do Apodi, atual munic\u00edpio de Felipe Guerra\/RN. De tradicional fam\u00edlia cat\u00f3lica, a poeta e dramaturga era filha de Felipe Neri de Brito Guerra e Maria de Brito Guerra. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos oito anos, entrou para o Col\u00e9gio Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Maria e, no per\u00edodo de 1918 a 1921, estudou na Escola Dom\u00e9stica de Natal. Foi uma das primeiras potiguares a concluir um curso superior no exterior, recebendo o diploma em Economia Dom\u00e9stica, expedido pela Universidade Cat\u00f3lica de Louvain, na B\u00e9lgica. Por indica\u00e7\u00e3o de Juvenal Lamartine, fez est\u00e1gio no Instituto Normal Superior de Economia Dom\u00e9stica Agr\u00edcola de Laeken. Ao retornar para Natal-RN, publicou um folheto contendo reflex\u00f5es a respeito dessa experi\u00eancia no exterior, intitulado <em>O Ensino Dom\u00e9stico na B\u00e9lgica<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao se formar, foi contratada como professora de Hist\u00f3ria Geral, Jardinagem, Datilografia, Avicultura, Franc\u00eas e Educa\u00e7\u00e3o Familiar. Ali\u00e1s, foi a primeira mulher a ocupar a dire\u00e7\u00e3o da Escola Normal de Natal &#8211; Escola Dom\u00e9stica de Natal (atual Complexo Educacional ED-HC-FARN), entre 1930 e 1934.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a II Guerra Mundial, dirigiu o Departamento Feminino da A\u00e7\u00e3o Integralista Brasileira, destacando-se por seu trabalho de assist\u00eancia social. Em 1955, participou do I Congresso de Economia Dom\u00e9stica na Universidade Rural do Rio de Janeiro, apresentando um texto sobre o Ensino Dom\u00e9stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de trabalhos te\u00f3ricos sobre educa\u00e7\u00e3o, a escritora deixou in\u00fameros artigos e colabora\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias nos seguintes jornais da cidade: <em>O Lar<\/em>, jornal da Escola Dom\u00e9stica; <em>A Rep\u00fablica<\/em>; e tamb\u00e9m em <em>A Ordem<\/em>, publica\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica de influ\u00eancia na \u00e9poca. Tamb\u00e9m dedicou-se ao teatro, escrevendo pe\u00e7as did\u00e1ticas de cunho c\u00edvico: <em>A Escola Dom\u00e9stica de Natal<\/em>, encenada duas vezes no Theatro Carlos Gomes, atualmente, Teatro Alberto Maranh\u00e3o; <em>Amor Materno<\/em>, encenada no Educand\u00e1rio Oswaldo Cruz; e outras para festas de institui\u00e7\u00f5es religiosas e educacionais, tais como <em>Conversa de P\u00e1scoa<\/em>, <em>Rita quer ser doutora<\/em>, <em>O pai severo<\/em>, <em>O menor dos meus irm\u00e3os<\/em>, <em>A p\u00e1tria de amanh\u00e3<\/em>, <em>A boa imprensa<\/em>, <em>Um lobo na festa<\/em> e <em>Forma\u00e7\u00e3o rural<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Faleceu em Natal, no dia 20 de agosto de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83c\udfc6<strong><em>Pr\u00eamios e T\u00edtulos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Medalha Amigo da Universidade, recebida em 09 de outubro de 1978, em homenagem prestada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Membro da Academia Feminina de Letras da Casa Berta Guilherme, de Natal, tendo como Patrona a poeta Cord\u00e9lia S\u00edlvia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Membro da Academia Potiguar de Letras, ocupando a Cadeira de Ana Lima, homenageando a poeta assuense em seu discurso de posse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Membro do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte (IHGRN).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patrona da Cadeira n\u00ba 20 da Academia Mossoroense de Letras, ocupada atualmente por dona Am\u00e9rica Fernandes Rosado Maia, vi\u00fava de Jer\u00f4nimo Vingt-Um Rosado Maia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE SANTA GUERRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GUERRA, Santa. <strong>A Escola Dom\u00e9stica de Natal <\/strong>(pe\u00e7a), 1970.<br>GUERRA, Santa. <strong>O Ensino Dom\u00e9stico na B\u00e9lgica: <\/strong>Estudos em poucos dias. Natal: Imprensa Diocesana, 1931.<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa); VARELA, Manoel.&nbsp;<strong>Santa Guerra na Academia Potiguar de Letras. <\/strong>Mossor\u00f3: Cole\u00e7\u00e3o Mossoroense, 1989. 24 p. (Texto produzido em 1967). Acervo de Obras Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM\/UFRN).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).<em>&nbsp;<\/em><strong>A p\u00e1tria de amanh\u00e3.<\/strong><em>&nbsp;<\/em>Natal, 1928. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>O ensino dom\u00e9stico na B\u00e9lgica.&nbsp;<\/strong>Mossor\u00f3: Cole\u00e7\u00e3o Mossoroense, 1989. 39 p. (Original de 1931). Acervo de Obras Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM\/UFRN).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).<strong>&nbsp;Amor de m\u00e3e. <\/strong>Natal, 18 nov. 1938. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>Forma\u00e7\u00e3o rural.<\/strong>&nbsp;Natal, [s.d.]. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>Em homenagem.<\/strong>&nbsp;Natal, [s.d.]. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).<em>&nbsp;<\/em><strong>O menor dos meus irm\u00e3os.<\/strong> Natal, [s.d.]. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>Um lobo na festa.<\/strong>&nbsp;Natal, [s.d.]. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>O pai severo. <\/strong>Natal, [s.d.]. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>Uma visita \u00e0 Escola Dom\u00e9stica. <\/strong>Natal, [s.d.]. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>Sauda\u00e7\u00e3o da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica de Natal ao Primeiro C\u00f4nego Luiz Gonzaga do Monte.<\/strong>&nbsp;Natal, [s.d.]. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>Cord\u00e9lia Silvia:<\/strong> discurso de recep\u00e7\u00e3o na Academia Feminina de Letras da Casa Berta Guilherme de Natal.&nbsp;Mossor\u00f3: Cole\u00e7\u00e3o Mossoroense, 1953. Folheto. Acervo de Obras Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM\/UFRN).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>No Jubileu de Ouro do Col\u00e9gio Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Maria.<\/strong>&nbsp;Mossor\u00f3: Cole\u00e7\u00e3o Mossoroense, 1989. 24 p. (Texto produzido entre 2\u20134 ago. 1962). Acervo de Obras Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM\/UFRN).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).<em>&nbsp;<\/em><strong>Grandeza da educa\u00e7\u00e3o familiar. <\/strong>Mossor\u00f3: Cole\u00e7\u00e3o Mossoroense, 1989. 24 p. (Texto produzido em out. 1970). Acervo de Obras Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM\/UFRN).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>Contra o alcoolismo.&nbsp;<\/strong>Mossor\u00f3: Cole\u00e7\u00e3o Mossoroense, 1989. 24 p. (Texto produzido em out. 1970). Acervo de Obras Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM\/UFRN).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).<em>&nbsp;<\/em><strong>Coopera\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia.&nbsp;<\/strong>Natal, ago. 1974. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<br>GUERRA, Caetana de Brito (Santa).&nbsp;<strong>A boa imprensa.&nbsp;<\/strong>Natal, ago. 1974. Dramaturgia. Acervo&nbsp;Teatrar: Museu do Teatro Potiguar (IFRN \u2013 Campus Parnamirim).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE SANTA GUERRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Vive \u00e0s voltas com a moda impenitente<br>Esta que hoje aqui vai perfilada&#8230;<br>Do atelier da escola e dirigente<br>Professora completa e consumada.<br><br>Num enxoval bem acabado e fino<br>Faz milagres com a agulha e com a linha<br>Copiando do \u00faltimo figurino<br>As mil variedades da bainha.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(In: O Lar, n. 3)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES SOBRE SANTA GUERRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ESCOLA DOM\u00c9STICA DE NATAL. In: <strong>Jornal do Commercio<\/strong>, Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1919, se\u00e7\u00e3o Livros Novos. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/memoria.bn.gov.br\/hdb\/periodico.aspx\">Cole\u00e7\u00e3o Digital de Jornais e Revistas da Biblioteca Nacional<\/a>. Acesso em: 18 de novembro de 2025.<br>ESCOLA DOM\u00c9STICA DE NATAL. <strong>Boletim Comemorativo do cinquenten\u00e1rio da Escola Dom\u00e9stica de Natal (1914-1964)<\/strong>. Natal: UFRN, 1964.<br><br>CASTRICIANO, Henrique. O Ensino Dom\u00e9stico (1915). IN: CASTRICIANO, Henrique. <strong>Seleta: <\/strong>textos e poesias. Natal: s\/e, 1993.<br><br>DUARTE, Const\u00e2ncia Lima; MAC\u00caDO, Diva Maria Cunha Pereira de. Santa Guerra. In: DUARTE, Const\u00e2ncia Lima; MAC\u00caDO, Diva Maria Cunha Pereira de. <strong>Escritoras do Rio Grande do Norte: <\/strong>antologia. 2. Ed. Natal-RN: Jovens Escribas, 2013, p. 213-219.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIGA DE ENSINO DO RIO GRANDE DO NORTE. <strong>Escola Dom\u00e9stica de Natal. <\/strong>D. E. L, 1945.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIGA DE ENSINO DO RIO GRANDE DO NORTE. O in\u00edcio da Liga do Ensino: (circular, programas, estatutos). IN: CASTRICIANO, Henrique. <strong>A Educa\u00e7\u00e3o da Mulher no Brasil. <\/strong>(edi\u00e7\u00e3o fac-similar). Natal: Sebo Vermelho, 2011, pp. 104-107.<br><br>MAIA, Am\u00e9rica Fernandes Rosado.&nbsp;<strong>A guerra santa de uma vida consagrada aos ideais da humanidade.<\/strong>&nbsp;Mossor\u00f3: Cole\u00e7\u00e3o Mossoroense, 1989. 95 p. (Texto datado de 28 jul. 1989). Acervo de Obras Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM\/UFRN).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MELO, Luiz Fernando Pereira de.&nbsp;<strong>Genealogia da fam\u00edlia Guerra.<\/strong>&nbsp;v. 1. Mossor\u00f3: Sebo Vermelho, 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OTHON, S\u00f4nia.<em>&nbsp;<\/em><strong>Dramaturgia da Cidade dos Reis Magos.<\/strong> Natal: EDUFRN, 1998.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OTHON, S\u00f4nia.&nbsp;<strong>Vida teatral e educativa da Cidade dos Reis Magos:<\/strong> Natal, 1727\u20131913. Natal: EDUFRN, 2006.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUZA, Vit\u00f3ria Diniz de. <strong>&#8220;Ser\u00e3o perfeitas donas de casa e distintas mo\u00e7as da sociedade&#8221;:<\/strong> A Escola Dom\u00e9stica em uma Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o das Sensibilidades Femininas em Natal (1914-1945). 2021. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Educa\u00e7\u00e3o). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/repositorio.ufrn.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/628bc4f9-e8f6-4d13-9c63-4ca628971f98\/content Acesso em: 12 dez. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste segundo momento, na etapa de TRANSI\u00c7\u00c3O, a Literatura do Rio Grande do Norte deixa de ser intuitiva para trabalhar a ideia de terra natal consolidada, com inquieta\u00e7\u00f5es de ordem est\u00e9tica. Tanto h\u00e1 um cuidado em acompanhar a movimenta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria nacional quanto em resgatar e se inspirar no estilo dos escritores que antecederam no c\u00e2none [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"general-template.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-897","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/897","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=897"}],"version-history":[{"count":31,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/897\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1885,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/897\/revisions\/1885"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}