{"id":899,"date":"2024-01-02T15:22:32","date_gmt":"2024-01-02T18:22:32","guid":{"rendered":"https:\/\/ead.ifrn.edu.br\/culturapotiguar\/?page_id=899"},"modified":"2026-04-25T16:54:07","modified_gmt":"2026-04-25T19:54:07","slug":"modernismo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/modernismo\/","title":{"rendered":"Modernismo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-3-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-3-1-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-938\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-3-1-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-3-1-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-3-1-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-3-1-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/NUPELLM-CAPA-3-1.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O terceiro per\u00edodo da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria no Rio Grande do Norte, o <strong>MODERNISMO<\/strong>, se inicia com a publica\u00e7\u00e3o do <em>Livro de Poemas<\/em> (1927), de Jorge Fernandes, at\u00e9 meados da d\u00e9cada de 1960. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a pacata cidade de Natal se tranforma e Parnamirim \u00e9 constru\u00edda &#8211; tendo a Base A\u00e9rea dentro de seus limites geogr\u00e1ficos &#8211; para ser o &#8220;Trampolim da Vit\u00f3ria&#8221; e receber tropas norte-americanas. Foram muitas transforma\u00e7\u00f5es em trinta anos de literatura que repercutiram na \u00eanfase dada ao regionalismo na prosa potiguar, nos versos livres e brancos da mossoroense Helen Ingersoll escritos entre 1947 a 1950 (mas s\u00f3 reconhecidos em 2021), no neoparnasianismo da Gera\u00e7\u00e3o de 1945 que seduziu Zila Mamede. Vale lembrar que tivemos uma poeta que antecedeu cronologicamente as modernistas, revisitando o saudosismo rom\u00e2ntico em seu caderno de sonetos, Teresinha Teixeira &#8211; que inserimos neste grupo por uma quest\u00e3o meramente cronol\u00f3gica, por isso a inclu\u00edmos como pr\u00e9-modernista emergida da pacata e paradis\u00edaca cidade de Touros-RN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ante o ronco dos motores e o crescimento da cidade, mesmo entre a efervescente variedade de tend\u00eancias na escrita, na poesia, o soneto ainda continuava sendo a forma privilegiada de express\u00e3o, a ponto de escritores erguerem barricadas contra os versos modernistas da primeira fase. A obra de Jorge Fernandes s\u00f3 foi enxergada em sua singularidade e valor est\u00e9tico anos depois, quando o pesquisador Humberto Hermenegildo apresentou estudos a respeito. J\u00e1 a pioneira modernista entre as mulheres, Helen Ingersoll, foi mantida no mais completo sil\u00eancio, quebrado em 2021 com a publica\u00e7\u00e3o de <em>Poesias<\/em> e pelos estudos do Grupo de Pesquisa Nupellm, em 2022, por ocasi\u00e3o do centen\u00e1rio da Semana de Arte Moderna.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-6-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1566\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-6-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-6-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-6-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-6-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-6.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Helen Ingersoll<\/strong> nasceu em Mossor\u00f3 (RN), em 13 de mar\u00e7o de 1930. Faleceu em 10 de mar\u00e7o de 2010, no Rio de Janeiro. A estreia liter\u00e1ria de Ingersoll aconteceu em agosto de 1947, com o poema <em>Revela\u00e7\u00e3o<\/em>, no jornal <em>A Rep\u00fablica<\/em> onde se apresentou ao p\u00fablico potiguar com marcas da Primeira Fase do Modernismo utilizando versos livres, sem rimas e m\u00e9tricas, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o obteve reconhecimento da cr\u00edtica. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Suas poesias chamaram aten\u00e7\u00e3o pelo tom er\u00f3tico e provocador, o que gerou certo estranhamento na sociedade conservadora da \u00e9poca. Tamb\u00e9m abordou temas como o patriarcado e a emancipa\u00e7\u00e3o da mulher, trazendo junto a imagem da \u201cmulher moderna\u201d (CASTRO, 2019, pg. 92).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anteriormente a essa modernista, as poetas potiguares escreviam com o intuito de serem reconhecidas dentro do c\u00e2none liter\u00e1rio dominado pelos homens, inspirando-se em modelos europeus. Sua import\u00e2ncia \u00e9 reconhecida por ser a pioneira em promove uma ruptura ao trazer uma nova proposta de poesia. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A poetisa foi considerada pioneira do Modernismo em Mossor\u00f3, mesmo tendo sido silenciada na \u00e9poca em que escrevia, e a primeira mulher a escrever poesia er\u00f3tica no estado do RN. O seu \u00faltimo poema foi <em>Quando se der a morte do olhar verde<\/em>, publicado nos jornais em 1949, quando decidiu seguir sua paix\u00e3o por um rapaz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83c\udfc6<strong><em>Pr\u00eamios e T\u00edtulos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patrona da Cadeira N.\u00ba 38 da Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense (AFLAM).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE HELEN INGERSOLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">INGERSOLL, Helen. <strong>Poesia. <\/strong>Natal\/RN: Amigos da Pinacoteca, 2021. (Publica\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE HELEN INGERSOLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;Revela\u00e7\u00e3o<\/strong><br><br>Tenho a \u00edntima convic\u00e7\u00e3o<br>De que meu destino ser\u00e1 belo,<br>Belo como a noite no seu sil\u00eancio.<br>&#8211; Suprema revela\u00e7\u00e3o!&nbsp;<br>\u00d3 quietas estrelas<br>no espa\u00e7o sem princ\u00edpio,<br>Eu vos seguirei, cantando<br>O meu canto de gl\u00f3ria e de amor.&nbsp;<br><br>E eu serei forte e feliz!&nbsp;<br>E a montanha do tempo!&nbsp;<br>Ou o p\u00e1ssaro que grita mansamente!&nbsp;<br>Palpita em mim mesmo.&nbsp;<br>O cora\u00e7\u00e3o do destino.&nbsp;<br>&#8211; Destino claro e pleno.&nbsp;<br><br><em>(In: Poesias, 2021)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES SOBRE HELEN INGERSOLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALVES, Alexandre. <strong>A poesia de Helen Ingersoll: <\/strong>encontrado o elo perdido entre Palmyra Wanderley e Zila Mamede. T\u00edpico Local. (2021) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/tipicolocal.com.br\/noticia\/a-poesia-de-helen-ingersoll-encontrado-o-elo-perdido-entre-palmyra-wanderley-e-zila-mamede.&gt; Acesso em: 08 ago. 2024.<br><br>GURGEL, Tarc\u00edsio. Helen Mulher e Mito. In: GALV\u00c3O, Cl\u00e1udio. (org) <strong>Poesia. <\/strong>Natal\/RN: Amigos da Pinacoteca, 2021.<br><br>PAIVA, Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva. <strong>Enquanto houver Soll, a poesia modernista pede passagem. <\/strong>Todas as Musas, S\u00e3o Paulo, Ano 13, N\u00famero 02 (Jan &#8211; Jun 2022). Se\u00e7\u00e3o: Dossi\u00ea: 100 Anos da Semana de Arte Moderna, Antecedentes e Desdobramentos. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.todasasmusas.com.br\/13_02.html&gt;. Acesso em: 08 ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/NUPELLM-CAPA-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1841\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/NUPELLM-CAPA-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/NUPELLM-CAPA-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/NUPELLM-CAPA-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/NUPELLM-CAPA-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/NUPELLM-CAPA.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teresinha Teixeira<\/strong> \u00e9 Maria Tereza de Andrade Teixeira, poeta e contista nascida no dia 26 de maio de 1914, na Praia de Cajueiro, uma pequena vila de pescadores pertencente \u00e0 cidade de Touros-RN, falecendo na cidade de Natal-RN, em 24 de julho de 2011. Filha de Jos\u00e9 Teixeira de Andrade e Candida Josefina de Andrade, era a ca\u00e7ula de uma fam\u00edlia de sete irm\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ex\u00edmia sonetista, sua produ\u00e7\u00e3o foi reunida e publicada postumamente em 2024 pela sobrinha, a tamb\u00e9m poeta tourense Christiane Alecrim. Contudo, foi produzida durante a II Guerra Mundial e no P\u00f3s-Guerra, entre 1943 e 1948. Cronologicamente, \u00e9 neoparnasiana flertando com reminisc\u00eancias da primeira gera\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica, por imprimir um rigor formal aliado \u00e0 est\u00e9tica apurada, afastando-se do car\u00e1ter contestador de 1922. Seu lirismo \u00e9 pintado com a tinta da mem\u00f3ria, onde h\u00e1 cores da saudade e dos amores nos encontros, chegadas e despedidas. S\u00e3o versos dotados de uma beleza org\u00e2nica que p\u00f5e em movimento as rela\u00e7\u00f5es humanas, semelhante \u00e0 vida que pulsa na mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seus contos ainda se encontram in\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE TERESINHA TEIXEIRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TEIXEIRA, Teresinha. <strong>Sonetos e Lembran\u00e7as.<\/strong> Org. de Christiane Alecrim. Natal: Solu\u00e7\u00e3o Gr\u00e1fica, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE TERESINHA TEIXEIRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se eu pudesse, neste livro<br>Onde o peito de inspirados<br>Soltou cantos perfumados<br>Como as p\u00e9talas de uma flor<br><br>Deitava alegre poesia<br>Em vez do canto sentido<br>Que solta o mantra perdido<br>De um peito cheio de dor.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Fragmento do poema Saudade In: <em>Sonetos e Lembran\u00e7as<\/em>, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00c3O SOBRE TERESINHA TEIXEIRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AGORA RN. <strong>Com atividades gratuitas, Festival Liter\u00e1rio de Gostoso divulga programa\u00e7\u00e3o. <\/strong>Natal: <strong>[s. n.]<\/strong>, 14 Ago. 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/agorarn.com.br\/ultimas\/festival-literario-gostoso-programacao\/\">https:\/\/agorarn.com.br\/ultimas\/festival-literario-gostoso-programacao\/<\/a> Acesso em: 01 Dez. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"256\" src=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-9-1024x256.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1569\" srcset=\"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-9-1024x256.png 1024w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-9-300x75.png 300w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-9-768x192.png 768w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-9-1536x384.png 1536w, https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/NUPELLM-CAPA-9.png 1584w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Zila Mamede<\/strong> \u00e9 Zila da Costa Mamede, nascida em Nova Palmeira, no interior da Para\u00edba, em 15 de setembro de 1928. Veio para Natal, no Rio Grande do Norte, ainda crian\u00e7a, deslumbrada com a possibilidade de conhecer o mar, cuja simbologia inspirou parte da sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicou seu primeiro livro de poesias em 1953, <em>Rosa de Pedra<\/em>, que apresenta o mundo e o eu po\u00e9tico em estado de desintegra\u00e7\u00e3o, trazendo hist\u00f3rias que retratam o caos e a divis\u00e3o do mundo moderno, de forma a misturar elementos de composi\u00e7\u00e3o que relembram a tradi\u00e7\u00e3o e evocam a modernidade. Retratou temas intimistas que podem ser vistos em <em>Mar Morto<\/em>, poema em que a escritora se declarou poeta. \u201c\u00c9 o meu batist\u00e9rio po\u00e9tico, minha certid\u00e3o de poeta\u201d, disse no Programa Mem\u00f3ria Viva, da TV Universit\u00e1ria do UFRN. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seu segundo livro, <em>Salinas<\/em>, foi publicado no Rio de Janeiro, em 1958, com um projeto liter\u00e1rio diferente das publica\u00e7\u00f5es anteriores. Afastando-se do ca\u00f3tico, essa uma obra traz uma sutileza no uso da linguagem. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1959, Zila Mamede publicou <em>O Arado<\/em>, livro que apresenta cenas do sert\u00e3o e a vida no campo, extra\u00eddas da experi\u00eancia pessoal da autora. Embora apresente uma vis\u00e3o id\u00edlica da realidade rural, h\u00e1 uma cr\u00edtica social impl\u00edcita em seus versos. As imagens do cotidiano do campo s\u00e3o carregadas de significados profundos e a figura feminina surge integrada \u00e0 paisagem e \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es do sert\u00e3o, tornando-se um grito de resist\u00eancia. Depois, a poetisa decidiu se dedicar \u00e0 carreira profissional de bibliotec\u00e1ria, onde come\u00e7ou um trabalho sobre C\u00e2mara Cascudo, que teve dura\u00e7\u00e3o de cinco anos at\u00e9 ser conclu\u00eddo. <br><br>V\u00edtima de afogamento na Praia do Meio, faleceu em 16 de dezembro de 1985 na cidade de Natal. A biblioteca da UFRN carrega o seu nome, por ter dedicado anos como bibliotec\u00e1ria e por ser expoente da poesia modernista da terceira gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83c\udfc6<strong><em>Pr\u00eamios e T\u00edtulos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patrona da Cadeira N.\u00ba 04 da Academia de Letras e Artes Parnamirinense (ALEARP).<br>Patrona da Cadeira N.<strong>\u00ba<\/strong> 33 da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Escritores (ANE).<br>Patrona da Cadeira N.<strong>\u00ba<\/strong> 174 do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Norte (IHGRN)<br>Vencedora do Pr\u00eamio V\u00e2nia Souto Carvalho, em Recife-PE, com a obra Salinas (1958).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES DE ZILA MAMEDE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MAMEDE, Zila.<strong> A Heran\u00e7a. <\/strong>(1982) Col. Zila, Toda Poesia. Vol. 6. Natal\/RN: EDUFRN, 2023.<br>MAMEDE, Zila. <strong>Corpo a Corpo. <\/strong>(1978) Col. Zila, Toda Poesia. Vol. 5. Natal\/RN: EDUFRN, 2023.<br>MAMEDE, Zila. <strong>Exerc\u00edcio da Palavra. <\/strong>(1975) Col. Zila, Toda Poesia. Vol. 4. Natal\/RN: EDUFRN, 2023.<br>MAMEDE, Zila. <strong>Lu\u00eds da C\u00e2mara Cascudo <\/strong>&#8211; 50 Anos de Vida Intelectual (1969). Natal\/RN: Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Augusto, 1970.<br>MAMEDE, Zila. <strong>Navegos:<\/strong> poesias reunidas. (1953-1978) Natal\/RN: EDUFRN, 2003.<br>MAMEDE, Zila. <strong>O Arado.<\/strong> (1959) Col. Zila, Toda Poesia. Vol. 3. Natal\/RN: EDUFRN, 2023.<br>MAMEDE, Zila. <strong>Rosa de Pedra. <\/strong>(1953) Col. Zila, Toda Poesia. Vol. 1. Natal\/RN: EDUFRN, 2023.<br>MAMEDE, Zila. <strong>Salinas. <\/strong>(1958) Col. Zila, Toda Poesia. Vol. 2. Natal\/RN: EDUFRN, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS DE ZILA MAMEDE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Partida<\/strong><br><br>Quero abra\u00e7ar, na fuga, o pensamento&nbsp;<br>da brisa, das areias, dos sarga\u00e7os;&nbsp;<br>quero partir levando nos meus bra\u00e7os&nbsp;<br>a paisagem que bebo no momento.&nbsp;<br><br>Quero que os c\u00e9us me levem; meu intento&nbsp;<br>\u00e9 ganhar novas rotas; mas os tra\u00e7os&nbsp;<br>do virgem mar molhando-me de abra\u00e7os&nbsp;<br>ser\u00e3o brancas tristezas, meu tormento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Legando-te meus mares e rochedos,&nbsp;<br>serei tranquila. Rumarei sem medos&nbsp;<br>de arrancar dessas praias meu carinho.&nbsp;<br><br>Amando-as me ver\u00e1s nas puras vagas.&nbsp;<br>Eu te verei nos ventos de outras plagas:&nbsp;<br>juntos \u2013 o mar em n\u00f3s ser\u00e1 caminho.<br><br>(In: Navegos, 1978)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>PRODU\u00c7\u00d5ES SOBRE ZILA MAMEDE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALMEIDA, \u00c2ngela; CASTRO, Marize; MARINHO, V\u00e2nia. <strong>Zila Mamede: <\/strong>se esse humano dos meus gestos. Natal: EDUFRN, 2003.<br>ALVES, Alexandre. <strong>Sil\u00eancio, mar:<\/strong> a poesia de Zila Mamede nos anos 50. Natal: Sebo Vermelho, 2006.<br>ALMEIDA, Hellen. Zila Mamede: arando caminhos. <strong>Portal da UFRN<\/strong>. Publicado em 19 setembro de 2019.&nbsp;Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ufrn.br\/imprensa\/reportagens-e-saberes\/28959\/zila-mamede-arando-caminhos&gt; Acesso em: 21 dez. 2024.<br>CASTRO, Marize. Zila Mamede: po\u00e9tica e trabalho \u2013 imagina\u00e7\u00e3o e desejo. In: <strong>Bibliocanto,<\/strong> Ano I, n \u00ba 01, outubro de 1994, Natal: UFRN.<br>DRUMMOND, Carlos. Carta, Rio de Janeiro, 1967. In: SANTOS, Maria das Gra\u00e7as Aquino (Org.). <strong>Cartas de Drummond a Zila Mamede. <\/strong>Natal: Sebo Vermelho, 2000.<br>PINHEIRO, Carlos Andr\u00e9. <strong>Essa marca de suor numa can\u00e7\u00e3o: <\/strong>o processo de redu\u00e7\u00e3o estrutural na poesia de Zila Mamede. 2012. 171 f. Tese (Doutorado em Lingu\u00edstica Aplicada; Literatura Comparada) &#8211; Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2012.&nbsp;&nbsp;<br>PINHEIRO, Andr\u00e9. O imagin\u00e1rio feminino na voz da poetisa potiguar Zila Mamede. <strong>Interdisciplinar &#8211; Revista de Estudos em L\u00edngua e Literatura<\/strong>, S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o-SE, p. 175\u2013184, 2015. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/periodicos.ufs.br\/interdisciplinar\/article\/view\/4086.&gt; Acesso em: 21 dez. 2024.<br>PINHEIRO, Andr\u00e9. Vida cotidiana na poesia de Zila Mamede.&nbsp;<strong>Revista Leitura<\/strong>,&nbsp;<em>[S. l.]<\/em>, v. 2, n. 48, p. 261\u2013275, 2013. DOI: 10.28998\/2317-9945.201148.261-275. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.seer.ufal.br\/index.php\/revistaleitura\/article\/view\/935.&gt; Acesso em: 21 dez. 2024.<br>PINTO, Kamyla \u00c1lvares; CASTRO, Marize; CONFESSOR, Francisco Wildson. <strong>Cartas para Zila Mamede. <\/strong>Natal\/RN: EDUFRN, 2016.<br>SOARES, Lenin Campos. Hist\u00f3ria da Arte Potiguar: Literatura Moderna. In: <strong>Blogue Natal das Antigas. <\/strong>Publicado em 30 de dez, 2020. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.nataldasantigas.com.br\/blog\/literatura-moderna-no-rio-grande-do-norte.&gt; Acesso em: 21 dez. 2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/fatosefotosdenatalantiga.com\/zila-mamede-prateleiras-poesias-e-o-mar\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O terceiro per\u00edodo da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria no Rio Grande do Norte, o MODERNISMO, se inicia com a publica\u00e7\u00e3o do Livro de Poemas (1927), de Jorge Fernandes, at\u00e9 meados da d\u00e9cada de 1960. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a pacata cidade de Natal se tranforma e Parnamirim \u00e9 constru\u00edda &#8211; tendo a Base A\u00e9rea [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"general-template.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-899","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=899"}],"version-history":[{"count":21,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1878,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/899\/revisions\/1878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}