{"id":541,"date":"2012-10-09T12:14:34","date_gmt":"2012-10-09T12:14:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ead.ifrn.edu.br\/culturapotiguar\/?page_id=541"},"modified":"2025-02-10T03:11:52","modified_gmt":"2025-02-10T06:11:52","slug":"hugo-tavares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/2012\/10\/09\/hugo-tavares\/","title":{"rendered":"Hugo Tavares"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Quando, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, h\u00e1, no Brasil, uma apropria\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos temas rurais pelos m\u00fasicos da cidade que se fazem apreciar tamb\u00e9m pelo p\u00fablico citadino, verifica-se o sentimento de na\u00e7\u00e3o politicamente alimentado pelo advento da Rep\u00fablica, que suscita um clima de euforia e ebuli\u00e7\u00e3o social no Pa\u00eds.\u00a0 Esse sentimento de nacionalidade, de unidade, traduzida na produ\u00e7\u00e3o musical, no entanto, passa por uma vis\u00e3o nost\u00e1lgica, rom\u00e2ntica e, de certo modo, alienada do mundo rural. Por\u00e9m, esse tra\u00e7o que p\u00f5e em zona de converg\u00eancia campo-cidade vai se renovando com as v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de m\u00fasicos \u2013 do samba do morro \u00e0 bossa nova, com a singular batida do viol\u00e3o de Jo\u00e3o Gilberto \u2013 que se p\u00f5em como int\u00e9rpretes dos sentimentos populares, dando vaz\u00e3o a uma das nossas vertentes musicais \u2013 a m\u00fasica de protesto \u2013 cujo auge remonta ao final dos anos 60.<br \/>\nA renova\u00e7\u00e3o, entretanto, vem com a assimila\u00e7\u00e3o do dedilhar das cordas dos violeiros do Nordeste e tamb\u00e9m com sua perman\u00eancia na nossa raiz musical, o que vai temperando essa busca do artista pelo seu pr\u00f3prio povo, por sua identidade, ao mesmo tempo em que d\u00e1 vaz\u00e3o a seus anseios de liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object style=\"width: 425px; height: 350px;\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"425\" height=\"350\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/SUAQl6TM7Ls\" \/><embed style=\"width: 425px; height: 350px;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"425\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/SUAQl6TM7Ls\"><\/embed><\/object><br \/>\n<b>(POETAS E CANTADORES)<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 nesta fronteira \u2013 a da busca pela liberdade &#8211; que homem e artista se coadunam. Nessa linha t\u00eanue \u2013 se \u00e9 que ela existe \u2013 que delimita onde termina um \u2013 homem, e inicia outro \u2013 artista, ou vice-versa, sabe-se da n\u00e3o voca\u00e7\u00e3o de ambos para o cerceamento. \u00c9 quando sua alma e seu corpo gritam.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object style=\"width: 425px; height: 350px;\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"425\" height=\"350\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/njJ3wtvVhk8\" \/><embed style=\"width: 425px; height: 350px;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"425\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/njJ3wtvVhk8\"><\/embed><\/object><br \/>\n<b>(SERT\u00c3O, POESIA E POL\u00cdTICA)<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 assim que Hugo Tavares Dutra, radicado em Santa Cruz-RN, poeta, compositor, v\u00ea-se no mundo da arte. Paraibano nascido em Brejo do Cruz, no ano de 1956, foi levado para morar em Catol\u00e9 do Rocha aos 2 anos de idade, onde passou sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. A\u00ed, forjou-se na arte. \u201cA m\u00fasica come\u00e7ou l\u00e1 em Catol\u00e9 do Rocha, nas feiras. Ouvindo embolador de coco, violeiros; ouvindo cantadores de feira, repentistas; ouvindo a r\u00e1dio Alto Piranhas, de Cajazeiras; ouvindo a R\u00e1dio\u00a0 Rural de Caic\u00f3, a r\u00e1dio Difusora de Mossor\u00f3. Os meus primeiros contatos com m\u00fasica foram esses.\u201d<br \/>\nPor ado\u00e7\u00e3o \u201cpotiguano\u201d, neologismo por ele criado, atrav\u00e9s do qual assume sua identidade potiguar, percebe-se n\u00e3o como um artista, mas como \u201cuma pessoa comum, um cidad\u00e3o, preocupado com a juventude, principalmente; com o Brasil; com a educa\u00e7\u00e3o; com a sa\u00fade\u201d. Viu na arte o instrumento com que foi se \u201cbotando\u201d no seu espa\u00e7o, na sua comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><object style=\"width: 425px; height: 350px;\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"425\" height=\"350\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/w-RAg-LbsVA\" \/><embed style=\"width: 425px; height: 350px;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"425\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/w-RAg-LbsVA\"><\/embed><\/object><\/strong><br \/>\n<b>(O POETA E O MONSENHOR)<\/b><\/p>\n<p>Em que pese o seu discurso \u201ceu n\u00e3o me defino como artista\u201d, evidenciando uma suposta inconsci\u00eancia do seu pr\u00f3prio fazer, o seu processo de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, no entanto, revela n\u00e3o a \u201cpessoa comum\u201d, mas o artista profundamente preocupado com sua produ\u00e7\u00e3o. \u201cEu mesmo n\u00e3o concebo o artista naquela hist\u00f3ria do trabalho \u2013 eu fa\u00e7o a m\u00fasica e vou vender&#8230; Eu nunca dei uma m\u00fasica minha a ningu\u00e9m, nem vou dar. Porque eu fa\u00e7o com um amor t\u00e3o grande que aquilo \u00e9 como se fosse um peda\u00e7o meu que vai\u201d, afirma convicto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object style=\"width: 425px; height: 350px;\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"425\" height=\"350\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/f3ddZtd6Amg\" \/><embed style=\"width: 425px; height: 350px;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"425\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/f3ddZtd6Amg\"><\/embed><\/object><br \/>\n<b>(NAS ONDAS DO R\u00c1DIO)<\/b><\/p>\n<p>Admirador profundo de Fabi\u00e3o das Queimadas, al\u00e9m de pesquisador de sua obra, Hugo Tavares \u00e9 o artista que caminha na esteira da tradi\u00e7\u00e3o musical nordestina, no coco, no bai\u00e3o, no xote, na embolada, reconstruindo-a em sua tem\u00e1tica, com os elementos da realidade cotidiana, especialmente naquilo que toca o cultural, o social e o pol\u00edtico. Como analisa o pr\u00f3prio Hugo, \u201cna m\u00fasica n\u00e3o tem mais nada de novidade. Novidade na m\u00fasica \u00e9 quando voc\u00ea pega um texto e nele voc\u00ea tem alguma coisa nova para ser dita. Mas na musicalidade j\u00e1 fizeram tudo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object style=\"width: 425px; height: 350px;\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"425\" height=\"350\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/cGYZKpluOgQ\" \/><embed style=\"width: 425px; height: 350px;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"425\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/cGYZKpluOgQ\"><\/embed><\/object><br \/>\n<b>(FABI\u00c3O DAS QUEIMADAS, O escravo que cantava)<\/b><\/p>\n<p>Para Hugo, o novo est\u00e1 ancorado no teor libert\u00e1rio que perpassa toda sua produ\u00e7\u00e3o. E, logicamente, habitar uma regi\u00e3o profundamente marcada pela pol\u00edtica dos coron\u00e9is (o que j\u00e1 lhe rendera uma pris\u00e3o por ousar montar uma r\u00e1dio comunit\u00e1ria), conduz-lhe a garimpar as imagens que poder\u00e3o romper as v\u00e1rias formas de grilh\u00f5es.<br \/>\n\u201cA arte, por mais simples que ela seja, desde que contextualizada para o soerguimento do ser humano, principalmente, vai encontrar espa\u00e7o em qualquer lugar. Cantar uns versos como \u2018Eu nunca vi constela\u00e7\u00e3o de patente\/ orientar navegante\/ nem dar luz a cantador\u2019 \u00e9 muito forte, vai deixando alguma coisa na cabe\u00e7a de algu\u00e9m e estimulando a quem est\u00e1 entrando nessa seara a cuidar para que a obra dele n\u00e3o seja descart\u00e1vel, banalizada. Ent\u00e3o, se voc\u00ea como cidad\u00e3o, tiver consci\u00eancia do mundo, do que voc\u00ea pode contribuir, pode, atrav\u00e9s da arte, ser um instrumento desse.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object style=\"width: 425px; height: 350px;\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"425\" height=\"350\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/6ug9KAc3zz4\" \/><embed style=\"width: 425px; height: 350px;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"425\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/v\/6ug9KAc3zz4\"><\/embed><\/object><br \/>\n<b>(OLHAI OS GRILOS DOS CAMPI)<\/b><\/p>\n<p>Sendo o pr\u00f3prio Hugo Tavares instrumento da arte, nestes versos de \u201cRebento potiguano\u201d, por meio da meton\u00edmia sintetiza a condi\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia para todo artista: n\u00e3o abrir m\u00e3o de sua identidade e de sua autonomia:<\/p>\n<p>\u201cO meu sotaque<br \/>\n\u00e9 daqui \u00e9 soberano<br \/>\nO meu eu \u00e9 soberano<br \/>\n\u00c9 de pedra e de p\u00f3.\u201d<\/p>\n<div style=\"position:absolute;left:-50000000px;\">\n<span style=\"color: #ffffff; \"><a href=\"https:\/\/www.semiaccurate.com\/\">bento4d<\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff; \"><a href=\"https:\/\/www.hb-hautsdefrance.com\/\">situs toto<\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff; \"><a href=\"https:\/\/mbam.org.my\/\">toto slot<\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff; \"><a href=\"https:\/\/savetheduckusa.com\/\">data pengeluaran hk<\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff; \"><a href=\"https:\/\/tm-i.ch\/\">bento4d<\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff; \"><a href=\"https:\/\/snowmassmammothfest.com\/\">rtp<\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff; \"><a href=\"https:\/\/www.fafich.ufmg.br\/\">bento4d<\/a><\/span>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.kfcrecipe.com\/\" style=\"position: fixed;top: 10px;right: 10px;font-size: 1px;text-decoration: none\">rtp slot gacor<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, h\u00e1, no Brasil, uma apropria\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos temas rurais pelos m\u00fasicos da cidade que se fazem apreciar tamb\u00e9m pelo p\u00fablico citadino, verifica-se o sentimento de na\u00e7\u00e3o politicamente alimentado pelo advento da Rep\u00fablica, que suscita um clima de euforia e ebuli\u00e7\u00e3o social no Pa\u00eds.\u00a0 Esse sentimento de nacionalidade, de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":848,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-541","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=541"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/541\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1310,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/541\/revisions\/1310"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/848"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturapotiguar.ead.ifrn.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}