Vertentes Contemporâneas

O quarto e último momento, o das VERTENTES CONTEMPORÂNEAS, é um verdadeiro caldeirão cultural, por fazerem parte dele as diferentes tendências da literatura, do início da década de 1970 aos nosso dias atuais.
A partir desse momento, poemas de forma fixa transitam pelo universo editorial concomitante às formas mais livres que se multiplicam nas mãos da maioria dos poetas. Na ficção, a construção parodística da saga norte-rio-grandense ganha fôlego de vida. Também, uma movimentação artística de vanguarda reuniu um grupo expressivo de poetas cujas raízes remontam à Semana de Arte Moderna, passando pelo projeto literário da Poesia Concreta, confluindo para o lançamento do Poema/Processo em Natal. Final dos anos 1970, a Geração Mimeógrafo – em peso de autoria masculina – movimenta a cultura.
Catalogar autoras nesta divisão em períodos é um desafio, pois nem sempre dá para enquadrar uma obra em sua totalidade. O objetivo maior dessa catalogação é propor um roteiro didático, mesmo sabendo que estéticas serão revisitadas pelas novas gerações de escritores, sobretudo na contemporaneidade que mescla estilos, experimentando-os.
Nossa missão maior: não deixar nenhuma escritora de fora. Leiam autoras potiguares!

Ana de Santana

Ada Lima

Adélia Costa

Adélia Danielli

Albaniza Ivanovichi é Albaniza Castro Rodrigues Ivanovichi. Poetisa e contista, nasceu na cidade de Fortaleza capital do Ceará no dia 02 de maio de 1969, mês dos festejos de Santa Sara Kali. Graduada em Administração de Empresas, especialista em gestão do terceiro setor e graduanda do curso de psicologia, é autora do livro No meio do tempo: lamentos de uma cigana (2021).
Sua produção literária teve início já quando estava há mais de dez anos em terras potiguares. Participa ativamente de coletâneas, a título de exemplo: Conexão literária; Revivendo versos; Da tormenta brota a poesia; Poetas nordestinos; Mulheres, velas e poesia; Sem amor eu nada seria, esta última recebeu menção honrosa no Troféu Cultura (2024) do Rio Grande do Norte. Na produção como contista, tem trabalhos publicados pela Editora Carnage nas coletâneas O poder das bruxas e Noite de travessuras. Apaixonou-se pelo mundo literário desde menina quando começou a ler os poetas clássicos e os maravilhosos folhetos de cordéis que seu pai, um grandioso contador de histórias lhe presenteava. Pertence à etnia cigana, é Roní do grupo Kaldarashas.
PRODUÇÕES DE ALBANIZA IVANOVICHI
IVANOVICHI, Albaniza. A cigana. Natal/RN: OffSet, 2025. (No prelo)
IVANOVICHI, Albaniza. No meio do tempo. Natal/RN: Editora Unilivreira, 2021.

Ana Cláudia

Anchella Monte

Araceli Sobreira

Beth Milanez é Elizabeth Rose de Macedo Gomes, cantora, compositora, cordelista, produtora cultural e publicitária, nascida em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 27 de dezembro de 1975. Formada em Letras e em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, pela UFRN, é professora da Rede Pública do RN. Em suas aulas, a música e a poesia são sempre presentes como elemento catalisador para difusão dos conteúdos e sua bagagem artística é quem dá o tom da diferença nas turmas que, às vezes, viram palco.
Atualmente se dedica a um projeto musical com a Banda A Cor da Terra que tem singles em todas as plataformas digitais. Integra também o Grupo Shekynah com quem participou do II Prêmio Visa de MPB – Edição Vocal, em São Paulo, do Projeto Seis e Meia, de festivais como o do SESI e Canta Nordeste. Durante alguns anos, percorreu várias cidades brasileiras acompanhando o cantor Beto Barbosa. Como vocalista, fez backing vocal para a cantora Marina Elali e participou de CDs de algumas bandas de forró como Saia Rodada, Cavaleiros do Forró. Também há trabalhos seus em CDs de cantores como Beto Barbosa, Dosinho, Ivanildo – O sax de Ouro, dentre muitos outros.
Em novembro de 2008, teve seu espaço como compositora reconhecido, com sua música Trova Inovadora, conquistando o 1º lugar no I Festival Universitário da Canção, promovido pela UFRN. É autora da maioria das canções do CD Festival de Louvor, do Grupo Shekynah, disponível nas plataformas digitais; cria jingles para campanhas publicitárias e políticas, atuando por mais de duas décadas no cenário da publicidade local.
Estreou na literatura infantojuvenil e tem dois títulos: “Uma Feira Livre”, que vem com QR-Code para download de faixas, contendo contação de história e músicas educativas alusivas ao tema do livro; e “Belinha, a Baleia Cantora”, em formatos digital e impresso, que traz a música “Nunca desista dos seus sonhos”, em streaming acessado via QR-Code. Para acompanhar suas visitas às escolas que adotam seus livros, ela criou a Cia. Litros de Letras que junto com atores leva para as crianças a experiência lúdica daquilo que foi lido ateriormente no livro. Em 2016, Jingle Político: A figura feminina na propaganda eleitoral do RN, seu Trabalho de Conclusão de Curso, foi publicado pela Novas Edições Acadêmicas.
Foi premiada no Concurso Zila Mamede de Poesia, promovido pelo Jornal Potiguar Notícias e também principiou na Literatura de Cordel por influência de sua mãe, a professora, cordelista e poetisa Geni Milanez. Neta do cantador e romancista de cordel José Milanez, sobrinha da cordelista Geralda Efigênia, Bethinha é filha de poetas e vem desde cedo nessa mistura de cordas e letras, amando a música em todas as suas vertentes e a literatura, de um modo geral. Obteve o 4o lugar no XXII Concurso Internacional Literário de Outono, da Edições AG, de São Paulo. Participou da antologia “Presença da Mulher na Literatura do Rio Grande do Norte”, da Academia Feminina de Letras do RN – Memorial da Mulher.
Além de canções e jingles, Beth Milanez também escreve crônicas, poesias e tem um romance por enquanto não publicado. Teve participação na Revista Kukukaya, de publicação literária, com poemas
publicados.
Sua bagagem artística sempre deu o tom da diferença em seu ensino da língua materna, mas o apelo musical forte nunca permitiu que se afastasse da magia dos palcos. Exatamente por isso, idealizou, aprovou e mediou a realização do projeto “A Cor da Terra: um passeio sonoro entre dois cantos”, desenvolvido em quatro rodas de conversa musical online, que levou para alunos das aulas de Artes, do 1º Ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Apolinário Barbosa, os seguintes artistas convidados: a pianista Isadora Rezende; o cantor e compositor Zeca Brasil, o cantor e compositor Ismael Dumangue e os cantores e músicos da Banda A Cor da Terra, tendo o apoio cultural do CRIA PARNAMIRIM – Edital de Criação Artística da Lei Aldir Blanc (2020), de Parnamirim.
PRODUÇÕES DE BETH MILANEZ
MILANEZ, Beth. Belinha, a baleia cantora. Natal/RN: Talabada Ideias Sonoras, 2021.
MILANEZ, Beth. Uma feira livre. Natal/RN: Talabada Ideias Sonoras, 2012.
PALAVRAS DE BETH MILANEZ
PRODUÇÕES SOBRE BETH MILANEZ
PAIVA, Kalina. Lições tiradas do fundo das águas: o novo livro de Beth Milanez. Publicado em 11 Out. 2021. Disponível em: https://papocultura.com.br/licoes-tiradas-do-fundo-das-aguas-o-novo-livro-de-beth-milanez/ Acesso em: 04. set. 2024.

Bia Crispim

Candice Azevedo

Carmen Vasconcelos

Diulinda Garcia

Diva Cunha

Dona Militana

Dorinha Timóteo é Maria das Dores da Silva Timóteo da Câmara, nascida em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 1 de outubro de 1963. É filha de Gonçalo Bezerra Timóteo e Zulmira da Silva Timóteo. De seu pai herdou a Arte de Contar Histórias. De sua mãe recebeu a herança de brincar com bonequinhas de pano. Inspirada nela, confecciona bonequinhas e animais de pano que fazem parte de sua contação de histórias.
Escolheu viver a vida poeticamente, sempre voando nas asas da poesia. Vive, mambembemente, pelo mundo contando histórias, cantando e recitando, ao lado do seu esposo Barroca, poeta e contador de histórias, com quem divide o palco e a vida. Avó do pequeno escritor, cordelista e sanfoneiro José William Tacnan, que, desde os 11 anos de idade, se apresenta com os avós em eventos lítero-culturais.
É poetisa, escritora, cordelista, contadora de histórias, professora. Sua formação é bem eclética. Graduou-se em Letras, Turismo, Direito e Teologia. É Mestra em Educação pela UFRN, Especialista em Leitura e Literatura. Na área do Direito, especializou-se em Conciliação, Arbitragem e Medição de Conflitos. Atualmente, é estudante do Curso de Pós Graduação (Lato Sensu) em Contação de Histórias. Vive estudando e pesquisando sobre a Arte de Contar Histórias e a Arte da Escrita. É professora das Redes Estadual e Municipal de Ensino.
Publicou três livros de Literatura Infantil: Bonequinhas de Pano, lançado em 2018 na Europa, livro bilingue, de poesia, foi escrito em homenagem a sua mãe e traz a temática das bonequinhas de pano; Minha Negritude, lançado em 2022, traz dois contos e sete poesias, todos com a temática da negritude; Awá, o
Laçador de Luar, lançado em 2022, trabalha a temática indigenista.
Participou de mais de 40 Coletâneas com poesias e contos. Tem vários cordéis lançados, dentre eles, O
Crime de Racismo e A Corporeidade da Mulher Negra, ambos inspirados no TCC do Curso de Direito que produziu. É Proprietaria da Loja de Livros KidStore Livros, Leitura, Arte, Literatura. Diretora Artística do Grupo de Contadores de Histórias Humanescente. Membra Diretora da Comissão Norte-riograndese de Folclore. Membra Diretora da ALAMP – Associação Literária e Artísitica Potiguar. Membra da SPVA/RN – Sociedade de Poetas Vivos e Afins do RN. Membra da Associação Poetas Del Mundo. Membra da Academia Feminina Internacional de Letras.
PRODUÇÕES DE DORINHA TIMÓTEO
TIMÓTEO, Dorinha. A Corporeidade da Mulher Negra. (cordel) Natal/RN: Editora Contadores de Histórias Humanescentes, 2022.
TIMÓTEO, Dorinha. Awá, o Laçador de Luar. Natal/RN: Editora Contadores de Histórias Humanescentes, 2022.
TIMÓTEO, Dorinha. Bonequinhas de Pano. Natal/RN: Editora Contadores de Histórias Humanescentes, 2018.
TIMÓTEO, Dorinha. Dona Bilia, loiceira de Janduís/RN e cantora da terceira idade. (cordel) In: REGIS, Fátima; SOARES, Jussiara; FRAGOSA, Vani. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 6. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2023.
TIMÓTEO, Dorinha. Dona Sônia, do grude de Extremoz. (cordel). In: FRAGOSA, Vani; RÉGIS, Fátima; SOARES, Jussiara. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 7. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2024.
TIMÓTEO, Dorinha. Minha Negritude. Natal/RN: Editora Contadores de Histórias Humanescentes, 2022.
TIMÓTEO, Dorinha. O Crime de Racismo. (cordel) Natal/RN: Editora Contadores de Histórias Humanescentes, 2022.
PALAVRAS DE DORINHA TIMÓTEO
Eu sou Dorinha Timóteo
Sou mãe, avó, sou cordelista
Sou contadora de histórias
Professora, sou ametista
E de Barroca sou esposa
Onde minh’alma repousa
Sou da palavra artista
Eu sou anDorinha voante
Vivo de lá para cá
Sou filha de um maquinista
Que vivia a viajar.
Minha mãe era artesã
Poesia é meu elã
Poesia é meu lugar
PRODUÇÕES SOBRE DORINHA TIMÓTEO
CLARO, Adrovando. Professora da Rede Municipal vai contar histórias e lançar livro em turnê pela Europa. In: Portal da Prefeitura de Natal. Publicado em 09 de maio de 2018. Disponível em: https://natal.rn.gov.br/news/post2/28381 Acesso em: 21 jun. 2024.

Eliete Marry é Maria Eliete Marinho Ferreira, nascida em Natal, capital do Rio Grande do Norte, no dia 13 de novembro de 1979. Professora e contadora de histórias, é autora de obras infantojuvenis, a exemplo, Poemas encantados da Fadinha Lily e O Feitiço de Malícia. É membro do Mulherio das Letras Nísia Floresta e da da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte (SPVA/RN). É acadêmica da Academia de Letras do Brasil Campo de Goytacazes/RJ.

Eva Potiguara é Evanir de Oliveira Pinheiro, nascida em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 08 de fevereiro de 1966. Pertence ao Povo Potiguara Sagi-Jacu, em Baía Formosa/RN, onde estão fincadas suas raízes ancestrais.
Graduou-se em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no ano de 1990. Na mesma instituição, obteve o Mestrado (2006) e o Doutorado (2011) em Educação. É membro imortal da Academia de Letras do Brasil, Seccional de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. É Professora Titular aposentada do Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy.
Pesquisadora, escritora, artista visual e produtora cultural da EP Produções, Eva Potiguara é membro da União Brasileira de Escritores, da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte. Possui obras infantis e de poesia, publicadas no Brasil e em Portugal. É também articuladora nacional do Mulherio das Letras Indígenas.
Prêmios e Títulos
Vencedora do Prêmio Jabuti (2023), na categoria fomento à leitura com o Álbum Guerreiras da Ancestralidade.
Vencedora do Prêmio Literatura de Mulheres Maria Carolina de Jesus (2023), na categoria Romance, com a obra Os Herdeiros de Jurema, sua estreia neste gênero.
PRODUÇÕES DE EVA POTIGUARA
POTIGUARA, Eva. Aby Ayala Membyra Nhe’Engara: cânticos de uma filha da terra. Lorena/SP: Editorial UKA, 2022.
POTIGUARA, Eva; RATTON, Vanessa. (Orgs) Álbum Biográfico Guerreiras da Ancestralidade: Mulherio das Letras Indígenas (Antologia) Guarujá/SP: Amare, 2022. Disponível em: https://www.santoandre.sp.gov.br/biblioteca/pesquisa/con_detalhe.asp?ID=160726&vHistoryNovo=sim Acesso em: 12 nov. 2024.
POTIGUARA, Eva. Dançando com Gatos e Pássaros: O Movimento Ecossistêmico da Ludopoiese na Educação Infantil. São Paulo: INM Editora, 2024.
POTIGUARA, Eva. Gatos Diversos (infantil) Natal/RN: EP. Produções, 2019.
POTIGUARA, Eva. O Guardião das Goiabas. (Infantojuvenil). Natal/RN: CJA Edições, 2024.
POTIGUARA, Eva. Os Herdeiros de Jurema. São Paulo: Editora Jandaíra, 2024.
POTIGUAR, Eva. Do casulo à borboleta: a poesia da Resiliência e da Autoformação Humana. 2. ed. Natal/RN: EP Produções, 2019.
PALAVRAS DE EVA POTIGUARA
Escrevivências
A minha escrita
Eu uso para dizer o que me cala
A minha pele
É um mapa de histórias colonizadas
As minhas memórias
São rios que teimam cobrir abismos
As minhas vozes
Desejam acordar ladrões de sonhos
(In: Aby Ayala Membyra Nhe’Engara: cânticos de uma filha da terra, 2021)
PRODUÇÕES SOBRE EVA POTIGUARA
CHACON, Louise. No RN, Eva Potiguara é símbolo da literatura dos povos indígenas. In: Saiba Mais. Publicado em 07 de abril de 2024. Disponível em: <https://saibamais.jor.br/2024/04/no-rn-eva-potiguara-e-simbolo-da-literatura-dos-povos-indigenas/> Acesso em: 12 nov. 2024.
CÓLON, Marcos. Eva Potiguara, Jama Wapichana e a literatura das mulheres indígenas. In: Amazônia Latitude. Publicado em 12 de setembro de 2023. Disponível em: <https://www.amazonialatitude.com/2023/09/12/mulherio-das-letras-indigenas/> Acesso em: 12 nov. 2024.
PAIVA, Yasmin. Prêmio Jabuti 2023: Confira os vencedores de cada categoria. In: CNN Brasil. Publicado em 06 de dezembro de 2023. Disponível em: <https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/premio-jabuti-2023-confira-os-vencedores-de-cada-categoria/> Acesso em: 12 nov. 2024.

Eveline Sin

Fabiane Marques é Fabiane Marques da Silva. Nasceu em Macaíba-RN, no dia 09 de fevereiro de 2003 onde até hoje reside. Graduada em Letras (2024) – com habilitação em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Nesse mesmo ano, foi bolsista CAPES do Programa de Intercâmbio Caminhos Amefricanos – Edição: Cabo Verde na Universidade de Cabo Verde (UniCV), experiência que fortalece seu vínculo com a ancestralidade. É poeta, professora, pesquisadora, produtora cultural, roteirista, palestrante e oficineira.
Leitora de Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo e Miriam Alves, é uma das vozes poéticas mais jovens e promissoras na atualidade, engajada no movimento negro. Começou a vida literária participando de antologias. A título de exemplo, Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras (Bazar do Tempo, 2021), organizado pela FLUP – Festa Literária das Periferias; o e-zine Sutura (2021), produzido pelo Sarau das Minas Natal; e o zine Palavras irmanadas, organizado pela poeta Regina Azevedo. Seu livro solo “Rastros d’água” (Mondru, 2023) foi debatido pelo Clube de Leitura Elas por Elas, do Mulherio das Letras Nísia Floresta, coletivo do qual é membro. Desde então, sua primeira obra tem tido uma boa aceitação por parte do público pela força ancestral que carrega. Lançou os zines independentes Colo Ancestral (2021) e Gripir (2024).
Como oficineira, ministra oficinas criativas de escrita (poesia e minicontos) e fanzine nas redes pública e privada de ensino, a partir de discussões sobre ancestralidade, memória, território e oralidade. No audiovisual, é diretora e roteirista dos curtas Dilúvio (2021) e Rastros d’água (2025).
Instagram @fabianemarques__ / E-mail: fabianemar.silva@gmail.com
PRODUÇÕES DE FABIANE MARQUES
MARQUES, Fabiane. Rastros D´água. Goiás: Mondru, 2023.
PALAVRAS DE FABIANE MARQUES
partos cotidianos
partos cotidianos
retêm e expulsam
o ser que se é
todos os dias
um líquido invisível
desce em meio as pernas
retendo o medo
expulsando uma parte de si
as dores no colo
anunciam a chegada
daquele que não se conhece
o desconhecido
o previsível
o medo
as dores invadem o corpo
sem pedir licença
cauteloso
como o mar desfazendo-se na areia
violento
como o mar ao colidir com rochas
e em partos cotidianos
eu parto
de microviolências.
PRODUÇÕES SOBRE FABIANE MARQUES
AZEVÊDO, Fernando. Rastros de poesia ancestral. In: Revista Pauta Preta. Edição N° 0 | JUN/2024. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/bitstream/123456789/58564/2/REVISTA%20PAUTA%20PRETA%20%286%29.pdf Acesso em: 29 jul. 2024.
GALVÃO, Demétrios. 4 poemas de Fabiane Marques. In: Acrobata: literatura, artes visuais e outros desequilíbrios. Disponível em: <https://revistaacrobata.com.br/demetrios/poesia/4-poemas-de-fabiane-marques/> Acesso em: 15 dez. 2024.

Flávia Arruda

Geralda Efigênia

Gilda Avelino é Gildergéci Maria Bezerra Avelino, nascida em Afonso Bezerra/RN no dia 28 de abril de 1936. Filha de Gercina Diniz Henriques Bezerra e Gildenor Monteiro Alves Bezerra, é viúva do poeta potiguar Gilberto Avelino. Durante sua carreira, lecionou Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e Portuguesa, além de colaborar com periódicos importantes do Rio Grande do Norte, como Folha de Macau, Jornal de Hoje, Tribuna do Norte e Jornal de Afonso Bezerra.
Reconhecida por sua contribuição à educação e à cultura, foi homenageada pelo Centro Educacional Maria Eliza, em Macau, e pela Escola Estadual Isabel Gondim, em Natal. Participou de diversas antologias poéticas tanto locais quanto nacionais. No campo das artes visuais, realizou exposições individuais e coletivas, incluindo a Mostra do Acervo de Artes Plásticas do Memorial da Mulher em 2009 e Elas nas Artes Visuais do RN em 2011. Como escritora, Gilda Avelino publicou Varinha de Condão (1992), um livro de poesia infantil, e Na órbita da vida (2008), uma coletânea de crônicas. Outras obras incluem Embora Seja Outono (2013), A Vigília para o Amanhã (2016), e o inédito Poemas do Viver (2018). Ela também é membro da Academia Feminina de Letras do RN e da Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil-RN.
PRODUÇÃO DE GILDA AVELINO
AVELINO, Gilda. A Vigília para o Amanhã. 2016 (Memórias)
AVELINO, Gilda. Embora Seja Outono. 2013 (poesias)
AVELINO, Gilda. Na órbita da Vida. 2008 (crônicas)
AVELINO, Gilda. Poemas do Viver. 2018 (Ainda inédito)
AVELINO, Gilda. Varinha de Condão. 1992 (literatura infantil)

Gilvânia Machado é Gilvânia Rodrigues Machado, educadora, poeta, escritora, ensaísta e ativista cultural. Nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 16 de janeiro de 1967. Graduada em Letras, especialista em Leitura e Produção Textuale mestra em Letramentos e Linguagens pela UFRN.
Entre as suas influências literárias, estão os escritores Graciliano Ramos, Lúcio Cardoso, Autran Dourado, Mia Couto, Dostoiévski, Kafka, Marina Colassanti, Clarice Lispector, Lígia Bojunga Nunes, Ana Maria Machado, Conceiçao Evaristo, Maria Valéria Resende, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Augusto dos Anjos, Manoel de Barros, Mário Quintana, Adélia Prado, Cora Coralina, Marize Castro,
Anchella Monte, Araceli Sobreira, Jeanne Araújo, José de Castro, Kalina Paiva e Fabiane Marques.
Trabalhou na Secretária de Educação e Cultura do município de Parnamirim, como formadora de professores. Trabalhou na Fundação de Cultura de Parnamirim, atuando como coordenadora de projetos literários – contação de histórias, tendas literárias na praça. Escreve contos, poemas, ensaios literários
e artigos em revistas, jornais e antologias no Brasil, Portugal, Suíça e Estados Unidos. Organizou várias antologias dentre elas Fagulhas Poéticas I e II, pela Editora Literata, de São Paulo.
É membro da Academia Internacional Poetrix, ocupando a Cadeira Nº 8, tendo como patrona a poeta Helena Kolody. Já fez parte de várias bancas de avaliações de concursos literários como as “Olimpíadas de Língua Portuguesa”, e o 8º Concurso Internacional Poetrix (2018). Ministra oficinas de livros cartoneros e de poesia minimalista (Poetrix) em escolas, institutos federais, mulherio das letras e festivais literários.
Vencedoras de três prêmios nacionais de poesia. Integra várias instituições literárias tais como União Brasileira de Escritores UBE-RN, Sociedade dos Poetas Vivos e Afins (SPVA) e Mulherio as Letras Nísia Floresta. Em janeiro de 2014, lançou o livro de poetrix “Rendas & Fendas; “Flor de Algodão” (2022);
“Poetrix on the rocks” (2022); “Frida Peralta, Black e sua flauta” (2024), “Nino, o amigo dorminhoco” (No prelo). Atualmente, vem se dedicando a escrever histórias para crianças, e contos de terror para adolescentes. Instagram: @gilvania.g. machado / E-mail: gilvaniamachado16@gmail.com
Prêmios e Títulos
Prêmio Literário Academia Internacional Poetrix (2023) – Livro Flor de Algodão – Primeiro lugar.
Prêmio Literário Academia internacional Poetrix (2023) – Livro Poetrix on the rocks – Terceiro lugar.
Concurso Nacional Novos Poetas – Prêmio Destaque.
PRODUÇÕES DE GILVÂNIA MACHADO
MACHADO, Gilvânia. A espera. In: CORADINI, Ângela. Ruído Manifesto. Publicado em 08 de abril de 2019. Disponível em: <https://ruidomanifesto.org/um-conto-de-gilvania-machado/.> Acesso em: 20 dez. 2024.
MACHADO, Gilvania Rodrigues. A infância entrelaçada nos fios da poesia: uma abordagem do texto literário no ensino fundamental II. 2017. 163f. Dissertação (Mestrado Profissional em Letras – Profletras/NAT) -Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017.
MACHADO, Gilvânia. Flor de Algodão. Natal/RN: Off Set, 2022.
MACHADO, Gilvânia. Poetrix on the rocks: Mélange Poetrix. Pinheiros/SP: Scortecci, 2022.
MACHADO, Gilvânia. Vã-Idade. In: PAIVA, Kalina. (Org) Ocupação Poética: das redes para o mundo. Natal: Mulherio das Letras Nísia Floresta, 2023. 77p. ISBN: 978-65-00-64539-2.
MACHADO, Gilvânia; BAIANNO, Júnior. Menina do Rio. (Música) Disponível em: <https://www.palcomp3.com.br/juniorbaianno/01-menina-rio/> Acesso em: 08 mar. 2025.
PALAVRAS DE GILVÂNIA MACHADO
Maria vai com as outras
eu vou à Lee
reinventar-me
(In: Ocupação Poética, 2023)
Vã-Idade
Espelhos, madrastas,
Tempos, metamorfoses.
Branca de Neve derreteu.
(In: Ocupação Poética II, 2024)
PRODUÇÕES SOBRE GILVÂNIA MACHADO
LAURINDA, Ana Cláudia. Cultura com Ana – A beleza do Poetrix. YouTube, 22 de ago. de 2020. Duração: 23min01seg. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=IMMIBUsnTm0.> Acesso em: 20 dez. 2024.
SER MULHER ARTE – REVISTA FEMININA DE ARTE CONTEMPORÂNEA. ReeXistência, de Gilvânia Machado. (2019) Disponível em: <https://www.sermulherarte.com/2020/05/ouvindo-mulheres-09-dez-poemas-em.html?m=1.> Acesso em: 20 dez. 2024.
PILATTI, Diana. Flor de Algodão, de Gilvânia Machado. Disponível em: <https://www.dianapilatti.com/2022/02/flor-de-algodao-de-gilvania-machado.html?m=1.> Acesso em: 20 dez. 2024.

Graça Graúna

Iara Carvalho

Ilane Ferreira

Iracema Macedo

Jania Souza

Jeanne Araújo nasceu em Acari, Seridó Potiguar, em 20 de junho de 1968 e mora atualmente em Ceará-Mirim, onde é membro da ACLA – Academia Cearamirinense de Letras e Artes. É professora, poeta e escritora. Formada em Letras com Especialização em Literatura e Ensino.
Publicou os livros de poesia Monte de Vênus (edição da autora) e Corpo vadio (Editora Penalux), além do romance Combustão (Penalux) em parceria com o escritor e jornalista Cefas Carvalho. Integra diversas coletâneas e antologias de Concursos Literários regionais e nacionais.

Josimey Costa é Josimey Costa da Silva, ensaísta, poeta e escritora de prosa de ficção residente em Natal. Doutora em Ciências Sociais/Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e pós-doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECOPÓS/UFRJ). É pesquisadora e docente no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia (PPGEM/UFRN) e membro do Grupo de Estudos Transdisciplinares em Comunicação e Cultura (Marginália/UFRN/CNPq). Atuou como professora no Departamento de Comunicação Social e no Programa de Pós-Graduação em Ciências
Sociais, ambos na UFRN. Como jornalista, desempenhou várias funções em veículos impressos e audiovisuais, além de ter sido diretora da TV Universitária/UFRN (1991-1995) e Superintendente de Comunicação/UFRN (2007-2011).
Tem publicados cinco livros autorais, três livros em coautoria, vários poemas em três coletâneas, além de artigos, contos e crônicas em 14 coletâneas. Publicou inúmeros textos de diversos gêneros em periódicos jornalísticos, culturais e científicos. Sua primeira publicação em livro foram poemas em 1981 e a mais recente é um livro de prosa poética de 2019. Tem um conto em coletânea premiada pela UBE em 2004 e publicou um livro de contos autorais em 2014.
É colaboradora eventual da Revista Literária da Academia Norte-Riograndense de Letras do RN, da agência de reportagem SaibaMais e participante dos Coletivos Feministas Mulherio das Letras Nísia Floresta e Mulherio das Letras Zila Mamede.
Seu trabalho mais recente, A Ancestral, é uma biografia que conta a trajetória de Maria Ferreira da Costa, conhecida como Dona Lourinha, uma mulher potiguar que viveu à frente do seu tempo, tendo sido bordadeira, parteira, rezadeira, catimbozeira, umbandista, líder mística e artista plástica. A obra foi financiada pela Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Secretaria Municipal de Cultura de Natal, e está disponível em audiolivro nos canais do Youtube da escritora e de Editora Jovens Escribas.
Prêmios e Títulos
2004 – Prêmio Alejandro José Cabassa (para livro de contos), União Brasileira deEscritores.
1999 – Prêmio Cultural O Cascudinho, Espaço Cultural Cascudinho (Natal/RN).
1994 – Registro de congratulações pela direção da TV Universitária, Câmara Municipal de Natal/ RN.
1985 – Voto de congratulações por programa cultural, Conselho Estadual de Cultura do RN.
PRODUÇÃO DE JOSIMEY COSTA
COSTA, Josimey. A ancestral. Natal/RN: Jovens Escribas, 2024.
COSTA, Josimey. A palavra sobreposta: imagens contemporâneas da Segunda Guerra em Natal. Natal/RN: EDUFRN, 2013.
COSTA, Josimey. Casa de Penhores. (Série Marginália, 1) Natal: PRAEU/UFRN, 1983.
COSTA, Josimey. Entre vislumbre e letras. Natal: Offset, 2019.
COSTA, Josimey. No limite da traição: comunicação de massa, cinema e vínculos sociais. Natal: EDUFRN, 2012.
COSTA, Josimey. Quase conto. Natal/RN: EDUFRN, 2014.
COSTA, Josimey. A ancestral: Dona Lourinha e suas histórias – As Cobras. (Audiolivro) YouTube, 25 fev. 2025. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iK4Wop8f4yo&t=0s Acesso em 25 de fev. 2025.

Kalliane Amorim

Kalina Paiva é Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva. Nasceu em Natal, capital do Rio Grande do Norte, no dia 20 de junho de 1977. É poeta e contista de terror. Doutora em Estudos da Linguagem, na área de Literatura Comparada, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em que também se graduou em Letras – Português.
Atualmente, é Professora da Educação Básica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN, no qual exerce a docência desde 2009, onde atua no Ensino Superior e na Pós-Graduação. Escritora, revisora e designer instrucional de material didático. É membro do Mulherio das Letras Nísia Floresta, responsável pela comunicação e Clube de Leitura Elas por Elas; da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte (SPVA/RN); da União Brasileira dos Escritores (UBE/RN); do Movimenta Mulheres RN. Foi membro do Mulherio das Letras Zila Mamede – RN de janeiro de 2020 a julho de 2022. Colunista fixa do Potiguar Notícias.
De fevereiro/2024 a fevereiro/2025, apresentou o Quadro Minuto Literário dentro do IFRN em Pauta, programa exibido pela TVU e TV Câmara.
Prêmios e Títulos
Certificado de Reconhecimento do Mulherio das Letras Nísia Floresta no Dia da Literatura Potiguar, concedido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em 2022.
Comenda de Mérito Legislativo pelos serviços prestados ao povo natalense (Outubro Rosa), concedida pela Câmara Municipal de Natal, em 2021.
Escritora homenageada no Dia da Literatura Potiguar pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em 2023.
PRODUÇÕES DE KALINA PAIVA
PAIVA, Kalina. A Cruz da Cabocla e Outros Contos: aparições, terror e mistério (contos) Natal/RN: CJA Edições, 2025. (No prelo)
PAIVA, Kalina. A Gaiola e o Passarinho (poesia infantojuvenil) Natal/RN: CJA Edições, 2025. (No prelo)
PAIVA, Kalina. Cantigas de Amor e Guerra. (poesia) Natal/RN: CJA Edições, 2023.
PAIVA, Kalina; AIRAM, Cida. Fluxo. (Composição de 2021) Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=nQ8rm99hemE.> Acesso em: 13 set. 2024
PAIVA, Kalina. Gatilhos Poéticos. (poesia) Natal/RN: CJA Edições, 2022.
PAIVA, Kalina. Olhar em terra de cego: a visualidade em Ensaio sobre a Cegueira. Natal/RN: CJA Edições, 2024.
PAIVA, Kalina Alessandra Rodrigues de. S. Bernardo dos Ventos Uivantes: um percurso marxista no calor da luta de classes. São Paulo: Editora Urutau, 2021.
PAIVA, Kalina; AIRAM, Cida. Serpenteia (Composição de 2020) Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=uzUrrrIGsrM> Acesso em: 13 set. 2024
PALAVRAS DE KALINA PAIVA
Inevitável
Apesar da masmorra;
Apesar da guilhotina;
Apesar da corda
no pescoço das meninas;
Apesar da fogueira
para as bruxas uma sina;
Apesar das cercas elétricas
enroladas e patéticas;
Apesar dos muros e paredões
e dos tiros de canhões;
Apesar dos decretos
e de todos os vetos;
toda palavra é habitável.
(In: Gatilhos Poéticos, 2021)
PRODUÇÕES SOBRE KALINA PAIVA
ALVES, Alexsandro. Os amores e as guerras de Kalina Paiva. (Crítica literária) Disponível em: https://navegos.com.br/os-amores-e-as-guerras-de-kalina-paiva/ Acesso em: 13 set. 2024
GONZAGA, Thiago. Novos valores da literatura potiguar (parte 2). Publicado em 09 de maio de 2023. Disponível em: https://papocultura.com.br/literatura-potiguar-parte-2/ Acesso em: 13 set. 2024
MENEZES, Amanda da Silva. Da cidade da luz à cidade do sol: a modernidade na poesia de Charles Baudelaire e Kalina Paiva. Orientadora: Profa. Dra. Danielle Grace Rego de Almeida. 2024. 37 f. Monografia (Graduação) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Letras Língua Portuguesa e Literaturas, Natal, RN, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/62196 Acesso em: 13 set. 2024

Karina Bezerra é Hanna Karina das Chagas Bezerra. Nasceu no dia de Iemanjá, 02 de fevereiro de 1979, na cidade de Afonso Bezerra, município do Rio Grande do Norte. Na adolescência, mudou-se para a capital do estado, Natal, mas sem perder o vínculo com suas origens. Graduada em Pedagogia e Ciências Contábeis, atualmente ela se define como uma autora em tempo integral e contadora nas horas vagas.
Conheceu na pré-adolescência as famosas revistas Sabrina, Júlia e Bianca, tornando-se desde cedo leitora voraz do gênero, responsável por influenciar e fazer surgir essa autora de romances clichês que caiu no gosto dos leitores de literatura de entretenimento.
Apaixonada por romances de banca, dramalhões Mexicanos, a autora escreve romances de época, normalmente ambientados na década de oitenta. A fantasia é um de seus trunfos para tornar o enredo atrativo. O seu clichê favorito são os casamentos arranjados. Não foi à toa que a autora criou a série Casamento Arranjado, bem aceita por suas leitoras na Amazon. Além disso também é autora da série de época Os Cramptons, bem aceita pelas leitoras amantes do período regencial inglês e da série Dinastia Alcaz. No site da autora, é possível adquirir suas obras: https://autorakarinabezerra.com.br/
PRODUÇÕES DE KARINA BEZERRA
SÉRIE CASAMENTO ARRANJADO
BEZERRA, Karina. A Escolhida do Magnata.
BEZERRA, Karina. Esposa por Acaso.
BEZERRA, Karina. A Prometida do Conde.
BEZERRA, Karina. O Destino da Cigana.
BEZERRA, Karina. A Princesa da Máfia.
BEZERRA, Karina. O CEO e a Pole dancer.
SÉRIE DINASTIA ALCAZ
BEZERRA, Karina. A Prometida do Sheik.
BEZERRA, Karina. O Sheik do Deserto.
BEZERRA, Karina. A Esposa Virgem do Sheik.
SÉRIE OS CRAMPTONS
BEZERRA, Karina. O Duque e a Noviça.
BEZERRA, Karina. Uma Nova Condessa.
BEZERRA, Karina. Um Acordo Nupcial.
BEZERRA, Karina. Um Amor Proibido.
BEZERRA, Karina. A Noiva do Capitão.
LIVRO INFANTIL
BEZERRA, Karina. O Patinho Patildo (Todos juntos contra o bullying).

Leila Tabosa

Lisbeth Lima

Lúcia Eneida

Maíra Dal´Maz

Marcelange Brito é Marcelange Tomaz de Brito. Nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 02 de Março de 1972.
PRODUÇÕES DE MARCELANGE BRITO
BRITO, Marcelange. Maria de Ferreiro: pé no chão e coragem pra viver. (cordel) In: REGIS, Fátima; SOARES, Jussiara; FRAGOSA, Vani. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 6. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2023.
_______. [Homenageada de 2025] (cordel). In: WANDERLEY, Camila; WANDERLEY, Janaína; BRITO, Marcelange; FRAGOSA, Vani. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 8. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2025.

Marize Castro

Michelle Paulista é Michelle Patrícia Paulista da Rocha, nascida na cidade de Macau no dia 09 de agosto de 1978. Doutora em Estudos da Linguagem (2019) pela UFRN, atua como Professora-Formadora, palestrante e assessora pedagógica do estado do Rio Grande do Norte. É membro do Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-rio-grandeses (NCCEN) e colaboradora tanto da Revista Literária Kukukaya quanto da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras.
Em 2017, fez a abertura do FLIN – Festival literário de Natal, ao lado do presidente da Academia norte-rio-grandense de Letras, Diógenes da Cunha Lima, com a mesa “O literário em Veríssimo de Melo”. Em 2018, recebeu o título de Cidadã Natalense da Câmara Municipal de Natal. No mesmo ano, tornou-se imortal da Academia Macauense de Letras, ocupando a Cadeira 5, cujo Patrono é Aurélio Pinheiro. De 2017 a 2019, esteve como apresentadora do programa PN TV Literatura, veiculado pelo Potiguar Notícias. Em 2024, tornou-se membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, ocupando a Cadeira N.º 152, cujo Patrono é João Faustino. Em julho de 2024, começou a apresentar o Programa Letras Potiguares, transmitido pela TV Câmara Natal, sendo exibido sempre às quartas e sábados.
Uma página importante para a Literatura Potiguar escrita por Michelle Paulista
Em 2019, foi a responsável pela redação do Projeto de lei que instituiu o Dia da Literatura Potiguar – Lei Estadual nº 10.622, de 4 de novembro de 2019, data que homenageia os escritores e escritoras do Rio Grande do Norte, que enriquecem a cultura e história do estado. Vale acrescentar que, como consequência da repercussão dessa lei, ou foi criada com a sua colaboração, a Lei Nº 11.231, de 4 de agosto de 2022, que institui a Literatura Potiguar como tema complementar de forma interdisciplinar na rede estadual de ensino público e particular, sancionada pela governadora Fátima Bezerra.
PRODUÇÕES DE MICHELLE PAULISTA
PAULISTA, Michelle. Memórias da Gamboa. (Crônicas) Natal/RN: CJA Edições, 2023.
PAULISTA, Michelle. Marés de Sizígia. (Poemas) Natal/RN: CJA Edições, 2024.
PALAVRAS DE MICHELLE PAULISTA
“Marítimo, telúrico. Infestado de raízes, como sargaços. Raízes molhadas, salgadas, cloreto e sódio, misturados ao dulçor das cocadas de Maria de Juju. Sabor de roscas de seu tino, paladar rodeando com os sons da velha ´Ideal´ de Chico de Paula. Profusão de sinestesias, som, poesia, música da voz veluda da cantora, sal, maresia, flash momesco, amaro, doce, salgado. E, remontando-me a um certo Carlos, me pergunto, ´sem interesse pela resposta, pobre ou terrível que me deres´: o que não fazem esses olhos céticos e crentes?”
Michelle Paulista em Memórias da Gamboa (2023).

Nivaldete Ferreira

Regina Azevedo

Rejane Souza

Rita Cruz é Rita Nilce Martins Cruz da Fonsêca, nascida em Acaraú, município do Ceará, no dia 06 de maio de 1967, contudo, desde os 21 anos de idade está radicada no Rio Grande Norte, terra onde efetivamente começou sua carreira literária. Possui duas graduações, em Pedagogia (Universidade Vale do Acaraú – UVA) e em Letras (Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy – IFESP). É especialista em Educação Infantil (UVA), cursando uma pós em Literatura Infantil e Contação de Histórias. É contadora de histórias, poeta, cordelista e escritora de livros infantis. É membro da Casa do Cordel (RN), da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte (SPVA/RN), da União Brasileira de Escritores (UBE/RN) e do Mulherio das Letras Nízia Floresta/RN.
Ainda aos 12 anos, começou a escrever quadrinhas de amor e poesias. À semelhança de outras escritoras que tiveram suas carreiras interrompidas pelo matrimônio, já morando em Natal, escrevia e rasgava com receio de sofrer retaliação do esposo que nutria ciúmes sobre o conteúdo da sua escrita. Com o nascimento da sua filha caçula, Maria Fernanda, sentiu-se mais encorajada e passou a produzir poemas, compartilhando com ela. A partida de sua filha, aos 9 anos de idade, porém, causou-lhe uma depressão profunda e mudou a forma com que seu esposo enxergava sua produção poética. Após um hiato em sua escrita pelo período de um ano, Rita Cruz encontra no cordel uma forma de resistência e reinvenção de si mesma, gênero que ajudou na luta contra a depressão.
O nome de Rita Cruz, ou Ritinha Catita, aparece na obra Cordelistas contemporâneos (2017) como uma das vozes do cordel na conteporaneidade, sob a organização do escritor Zeca Pereira, o qual reuniu autores representativos das cinco regiões brasileiras.
Envolvida com a pauta cigana, Rita Cruz é membro do Projeto Cultura Cigana, idealizado e desenvolvido por Zarco Fernandes, pertencente ao grupo Kalon.
PRODUÇÕES DE RITA CRUZ
CRUZ, Rita. A botija. In: O baú do medo. Barreira/BA: Nordestina Editora, 2018.
_______. A menina que queria ser borboleta. Natal/RN: Editora B3S, 2021.
_______. Alma cigana. (zine) Natal/RN: SPVA, 2025.
_______. Auta de Souza (cordel). In: LIMA, Erick; FRAGOSA, Vani. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 2. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2019.
_______. (Org.) Ciranda da poesia. Col. de poemas infantis. Natal/RN: Editora B3S, 2024.
_______. Daluzinha Avlis. (cordel). In: FRAGOSA, Vani; RÉGIS, Fátima; SOARES, Jussiara. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 5. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2022.
_______. Dona Dadi. (cordel). In: FRAGOSA, Vani; RÉGIS, Fátima; SOARES, Jussiara. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 7. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2024.
_______. Joana Cacilda Bessa. (cordel). In: FRAGOSA, Vani; SOARES, Jussiara. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 3. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2020.
_______. [Homenageada de 2025] (cordel). In: WANDERLEY, Camila; WANDERLEY, Janaína; BRITO, Marcelange; FRAGOSA, Vani. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 8. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2025.
_______. Maria Queiroz Baía (cordel). In: FRAGOSA, Vani; RÉGIS, Fátima; SOARES, Jussiara. (Org) Dez Mulheres Potiguares (Col.) 4. ed. Natal/RN: Edições Casa do Cordel, 2021.
_______. Tita, a Ratinha. Natal/RN: Editora B3S, 2019.
_______. Verdades Ocultas. (Poesia). Natal/RN: Editora B3S, 2020.
PALAVRAS DE RITA CRUZ
“Citação”
PRODUÇÕES SOBRE RITA CRUZ
BRASIL CULTURA: PORTAL DA CULTURA BRASILEIRA. Coletânea reúne trabalhos de 53 cordelistas das cinco regiões. [S.l. :s.n.]. (2017). Disponível em: <https://www.brasilcultura.com.br/coletanea-reune-trabalhos-de-53-cordelistas-das-cinco-regioes> Acesso em: 11 dez. 2024.
PEREIRA, Zeca. Cordelistas contemporâneos. Barreira/BA: Nordestina Editora/ Editora Veloso, 2017.
CATUNDA, Dalinha. Cordel de Saia. As mulheres do cordel. Disponível em: https://cordeldesaia.blogspot.com/search?q=Rita+Cruz Acesso em: 11 de dezembro de 2024.
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA; ACADEMIA DE CORDEL DO VALE DO PARAÍBA. Memórias da Poesia Popular. Informação sobre vida e obras dos cordelistas brasileiros. Disponível em: https://memoriasdapoesiapopular.com.br/2020/04/07/rita-nilce-martins-cruz-da-fonseca/ Acesso em: 11 de dezembro de 2024.

Rizolete Fernandes

Salizete Freire

Na nova leva de poetas potiguares, Sílvia B. é Sílvia Barbalho Brito, nascida em 1986, na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, onde vive. É professora de Língua Portuguesa e Literaturas, doutora em Literatura Comparada, com diversas publicações científicas na área. Também atua como designer educacional e como revisora, padronizadora e tradutora de textos. Nessa relação com a leitura e a escrita, se entendeu poeta. Escreve desde 2016, com poemas publicados em zines, revistas e antologias. Bestiárias é seu primeiro livro.

Tereza Custódio

Vera Azevedo